Aracnídeos ou não? Saiba mais sobre os cravos faciais e como minimizá-los

Foto: Reprodução/ Zulmaury Saavedra em Unsplash

Por Milena Carvalho

Eles são frequentes nas nossas vidas, mas muita gente não sabe como surgem e qual a melhor forma de cuidar deles. Os cravos faciais nada mais são do que o acúmulo de gordura e sebo na pele. Apesar de serem comuns na adolescência, podem aparecer também na fase pré-menstrual das mulheres, devido ao aumento de hormônios durante esses períodos.

De acordo com a dermatologista Ursula Metelmann, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o cravo é um estágio inicial de uma acne e, por isso, são tão frequentes. “Costumam ser os mais branquinhos, pelos quais chamamos de milhos“, explica. Se não tratados logo no início podem avançar de fase e mudarem de cor – aqueles pontos pretinhos que costumam estar mais na região do nariz.

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Há muitos mitos em torno dos cravos, inclusive se eles são aracnídeos ou não. A médica esclarece que é verdade, existe um tipo bem parecido com um “bichinho”, uma espécie de parafuso. No entanto, eles não costumam aparecer muito, ao contrário dos fungos corriqueiros provocados pelo desequilíbrio da pele.

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Por estarem tão visíveis, a vontade de espremê-los pode ser mais forte, nós sabemos. No entanto, esse é apenas um dos muitos erros que envolvem os cravos faciais. “Muitas pessoas falam que depois disso ele acaba virando uma espinha e fica marcado. Isso porque a mão tem bactérias e gera todo um processo infeccioso”, diz Ursula. Segundo a médica, o uso de fórmulas caseiras e máscaras também não são recomendadas, já que podem ferir a pele, causar alergias e até mesmo uma lesão mais profunda.

Para aqueles que são “vítimas” dos cravos e possuem a pele mais oleosa, é preciso ter cuidado com a utilização de hidratantes. “Deve-se sempre escolher os produtos matificantes, que reduzem a produção de gordura.” E nada de passar o mesmo protetor para o corpo no rosto, viu? Por terem componentes diferentes, podem acabar ajudando na formação desses pontinhos pretos.

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Ursula também alerta para o uso em excesso de demaquilantes em creme e de determinadas maquiagens. “Utilize sempre o produto específico para o seu tipo de pele e nunca se esqueça de remover a make.”

Cuidados ideias

Além de todos os conselhos já dados, Ursula também indica um sabonete esfoliante, que deve ser usado apenas uma vez na semana. “Se utilizado várias vezes, a pele acostuma e fica seca. Nosso organismo entende que precisa produzir mais gordura e aí causa o efeito contrário”, afirma. Caso prefira, há a opção infalível do mel com açúcar, que apesar de caseiro, esse sim pode evitar a proliferação de cravos.

Buscar um dermatologista também é fundamental para ter os melhores cuidados com a pele. Dependendo do caso, a especialista pode indicar uma limpeza mais profunda e, é claro, produtos específicos para cada paciente.