Aras dá sinais de que nem derrota por vaga no STF levará a postura mais ativa sobre Bolsonaro

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Mesmo derrotado nas articulações para ganhar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), que ficou com o agora ministro André Mendonça, o procurador-geral da República, Augusto Aras, continua dando sinais de que manterá uma atuação de poucos confrontos no comando do órgão, alinhado ao presidente Jair Bolsonaro em 2022

Na última semana, por exemplo, Aras enviou um pedido ao STF para suspender a abertura de um inquérito contra o presidente, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, o que foi visto como mais uma demonstração da harmonia entre o PGR e o titular do Palácio do Planalto.

Fontes do Ministério Público Federal que acompanham há muito tempo a carreira de Aras dentro do órgão consideram “improvável” uma mudança brusca na atuação do procurador-geral e ponderam que ele sempre foi mais conhecido por seu trabalho como advogado do que como procurador.

Por isso, a avaliação nos bastidores da PGR é de que Aras só tomará atitudes contra Bolsonaro e políticos governistas quando elas forem inevitáveis, sem assumir a dianteira. As providências referentes ao relatório da CPI da Covid, por exemplo — de enviar ao STF dez investigações preliminares sem qualquer diligência relevante ou pedido de inquérito —, foram vistas como forma de ganhar tempo para não desagradar nenhum dos lados envolvidos.

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