Aras nega omissão e diz que PGR atuará para responsabilizar vândalos

***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 25.08.2022 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, durante solenidade alusiva ao Dia do Soldado, na Concha Acústica do Exército, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 25.08.2022 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, durante solenidade alusiva ao Dia do Soldado, na Concha Acústica do Exército, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta segunda-feira (9) que o Ministério Público irá atuar para que todos os responsáveis pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes sejam responsabilizados.

Aras negou qualquer omissão e disse que agiu nos últimos dois anos "na fiscalização e no monitoramento de atos que podiam gerar a violência lamentável" como a protagonizada no último domingo (8) por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O chefe da Procuradoria-Geral da República foi indicado para o posto por Bolsonaro e teve uma atuação marcada pela leniência com ofensivas do ex-presidente e de seus apoiadores contra as instituições.

"Quero dizer que não vou ter tempo para dizer a vossas excelências tudo o que fizemos de ontem para cá", afirmou.

Ele também prestou solidariedade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que trabalhará para evitar que novos episódios de violência se repitam.

"Isso é necessário dizer à nação, necessário dizer a todos os presentes que não faltaram Ministério Público e Judiciário na busca por esse controle", disse.

Ele citou especificamente os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, que foram presidentes do STF nos últimos anos, e Alexandre de Moraes, que é relator de inquéritos que apuram atos antidemocráticos.

Em muitos casos, Moraes agiu para apurar a organização desses atos a pedido de parlamentares, da Polícia Federal ou até mesmo de ofício, uma vez que a PGR teve uma atuação tímida nesta área.

Ele disse que no sábado o ministro do Supremo tinha mandado prender uma das lideranças bolsonaristas que pretendiam invadir os Três Poderes e que estava monitorando a situação.

"Em nenhum momento anterior saiu do nosso controle", disse. E completou: "Durante eventos de 2021 e 2022 não tivemos nenhum ato de violência capaz de atentar contra democracia como visto ontem".