Arcebispo alemão fará "repouso espiritual" após escândalo de abuso, diz Vaticano

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Arcebispo da Igreja Católica da cidade alemã de Colônia, Rainer Maria Woelki

Por Philip Pullella e Douglas Busvine

ROMA/BERLIM (Reuters) - O arcebispo da Igreja Católica da cidade alemã de Colônia fará um "repouso espiritual" de seus deveres depois de cometer erros graves em uma crise provocada por abusos sexuais do clero, mas manterá o cargo, anunciou o Vaticano nesta sexta-feira.

Rainer Maria Woelki, de 65 anos, é criticado pela maneira como lidou com alegações de abusos sexuais infantis antigos, em particular por engavetar um relatório sobre irregularidades cometidas por padres.

Ficou claro que Woelki precisa de "tempo para refletir, para se renovar e reconciliar", disse o Vaticano após conversas entre o papa Francisco e Woelki sobre uma crise que abala a igreja na Alemanha e vem na esteira de muitos escândalos semelhantes em todo o mundo.

"Isto levou o papa Francisco a conceder o desejo de repouso espiritual do cardeal Rainer Maria Woelki", disse a Santa Sé em um comunicado.

O anúncio do Vaticano pretendeu resolver um escândalo de longa data que abala o país mais rico da Igreja Católica, dividindo sua liderança e erodindo um rebanho de mais de 20 milhões de pessoas.

Mas ao vir diretamente depois de uma reunião de três dias de bispos alemães que tentou encontrar uma saída da crise, o comunicado da Santa Sé surpreendeu o anfitrião do encontro.

Reagindo ao comunicado do Vaticano, o bispo Georg Baetzing disse que só soube da decisão do papa nesta sexta-feira, um dia após o encerramento da convenção de outono dos bispos.

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