Arezzo compra marca de roupas Baw por R$ 105 milhões

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SÃO PAULO - A Arezzo&Co anunciou nesta sexta-feira a compra da marca digital de roupas Baw, voltada ao público jovem, por R$ 105 milhões, o que reforça a estratégia da companhia em investir em aquisições no mercado da moda para crescer no varejo de vestuário.

O negócio ocorre depois de a Arezzo perder a disputa com o Grupo Soma (dona da Farm e da Animale) pela Hering, vendida em abril.

A Baw nasceu em 2014 fundada pelos irmãos paulistanos Bruno Karra e Lucas Karra, herdeiros de uma família que administra confecção e malharia em São Paulo há mais de 40 anos.

A empresa nasceu já com o conceito de não ter lojas físicas e de apostar na divulgação de suas coleções de streetwear por meio de influenciadores digitais.

Atualmente, 70% do público da Baw é feminino e 35% tem menos de 25 anos. Outros 42% tem de 25 a 34 anos de idade. No Instagram, a marca tem 1,2 milhão de seguidores.

O faturamento da Baw, que era de R$ 800 mil em 2016, cresce em ritmo acelerado e chegou a R$ 40 milhões no ano passado. Para este ano, as metas da empresa são atingir entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões de receita.

Além dos irmãos Karra, que detinham ao todo, até hoje, 89% da empresa, a Baw tem mais dois sócios minoritários que também vão vender suas parcitipações à Arezzo.

Pelo acordo, os atuais sócios da Baw vão receber à vista R$ 35 milhões pelo negócio, e devem continuar na operação da marca. Hoje, Bruno Karra é o diretor-executivo da empresa e Lucas Karra, o diretor criativo.

Do montante restante, R$ 20 milhões serão desembolsados a prazo em caixa, e R$ 50 milhões serão pagos pela Arezzo em ações da companhia com vedação de negociação dessa participação por quatro anos. Um terço dessa participação poderá ser vendida depois que a venda da Baw completar um ano.

O acordo ainda prevê a possibilidade de os sócios da Baw receberem um pagamento adicional de até R$ 10 milhões, o que está atrelado a metas de lucro bruto para este ano.

A investidores, o presidente da Arezzo, Alexandre Birman, afirmou que a companhia vai abrir de uma a três lojas da Baw ainda neste ano, em São Paulo. Entre os possíveis pontos, estão a avenida Paulista, o bairro da Vila Madalena e o centro da capital paulista.

A ideia da Arezzo, no entanto, é explorar o crescimento da Baw principalmente por meios digitais, de acordo com Birman.

A Arezzo também vai lançar ainda neste ano uma linha de calçados da Baw, explorando a expertise da companhia, que iniciou suas atividades no ramo calçadista.

- Vamos entrar (com a Baw) em outros canais (de venda) e outras categorias de produtos. Na Reserva, fizemos isso com tênis. Vamos lançar Baw Shoes - afirmou Rony Meisler, diretor-executivo da Reserva, marca adquirida pela Arezzo em outubro de 2020 por R$ 715 milhões.

Além da Arezzo, a companhia de Birman é dona das marcas de calçados Schutz, Anacapri, Fiever, Alme e Alexandre Birman. Em 2019, a companhia comprou a operação brasileira da grife esportiva Vans por R$ 50 milhões e, no ano passado, comprou a Reserva, o que marcou de vez sua expansão no segmento de vestuário.

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