Argentina busca acordo com Rússia para produzir vacina Sputnik V

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Uma enfermeira em Moscou apresenta a vacina Sputnik V

O governo da Argentina busca avançar as negociações com a Rússia na transferência de tecnologia necessária para fabricar a vacina Sputnik V em território argentino, informou nesta segunda-feira (1º) uma fonte diplomática.

O embaixador argentino na Rússia, Eduardo Zuain, explicou que sua missão diplomática terá “o objetivo principal de garantir o fornecimento da vacina”.

A Argentina promoverá “um processo de transferência de tecnologia para que eventualmente a vacina (desenvolvida pelo laboratório Gamaleya) possa ser produzida na Argentina”, explicou Zuain à agência estatal Telam.

A Argentina já recebeu três remessas da Sputnik V, com um total de 820.000 doses das 19,4 milhões que a Rússia prometeu entregar até o final de fevereiro.

Além do contrato com o Gamaleya, a Argentina tem acordos de prestação de serviços com a Universidade de Oxford, associada à farmacêutica AstraZeneca, e com o mecanismo Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O governo argentino afirmou que “tem garantidas mais de 51 milhões de doses”.

A Argentina iniciou no dia 29 de dezembro uma campanha de vacinação voluntária com a Sputnik V, única disponível em seu território. O presidente Alberto Fernández e sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, já foram vacinados.

Nesta primeira fase, a campanha visa abranger os profissionais de saúde e depois os maiores de 70 anos.

De acordo com o que disse o chefe de gabinete, Santiago Cafiero, na segunda-feira, a Argentina "já tem 370 mil vacinas aplicadas".

A Argentina, com 44 milhões de habitantes, registrou mais de 1,9 milhão de casos de covid-19 e 48.249 mortes até esta segunda-feira.

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