Argentina começou a vacinar idosos contra covid-19

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Um profissional de saúde aplica uma dose da vacina Sputnik V em uma mulher idosa em um centro temporário de vacinação em Ezeiza, nos arredores de Buenos Aires, em 18 de fevereiro de 2021

Marta Selis, uma aposentada de 71 anos, esperava ansiosamente a hora de ser imunizada contra a covid-19 e esse dia chegou nesta quinta-feira (18), quando foi vacinada com uma dose da Sputnik V, fabricada pelo instituto russo Gamaleya, a primeira aplicada na Argentina.

A campanha de vacinação com idosos acima de 70 ou 80 anos, conforme decidido por cada distrito, começou nesta quinta na populosa província de Buenos Aires, onde vivem quase 40% dos 45 milhões de habitantes da Argentina.

"Estava esperando. A verdade é que não via a hora, pois já faz um ano que estava trancada, embora não possamos culpar ninguém por isso. Mas estou feliz e logo vou receber outra dose”, comemorou Selis.

A cena ocorreu em uma escola estadual na área que os argentinos chamam de 'subúrbio profundo', a periferia sul da capital argentina.

Dezenas de idosos compareceram, com hora marcada, no bairro de Ezeiza, a 20 quilômetros de Buenos Aires e não muito longe do aeroporto internacional, uma região de classe média e operária. Eles foram acomodados em um grande salão da escola, onde cinco enfermeiros os aguardavam.

"Na verdade, fiquei muito alegre e não pensei que seria tão cedo", disse Nilda Martínez, outra aposentada de 86 anos.

A seu lado, Gustavo Bordazar, filho de Nilda, acrescentou: “Recebemos com muita alegria. Agora esperamos a segunda dose para termos uma vida normal”.

“Chegaram à escola 600 doses e está prevista a vacinação de 150 pessoas por dia”, informou à AFP a coordenadora do posto de vacinação, Zulema Iriarte. O local vai funcionar todos os dias até 28 de fevereiro, com uma equipe de 25 pessoas.

Os idosos primeiro responderam a uma pesquisa e, após a administração, tiveram que esperar meia hora, por prevenção, caso sofressem alguma reação adversa. Depois de 21 a 60 dias, eles devem retornar para a segunda dose.

A Argentina registrou mais de 50 mil mortes e mais de dois milhões de infecções por covid-19 desde o início da pandemia.

O país já recebeu 1,22 milhões de doses da Sputnik V e 580 mil da Covishield, vacina do Serum Institute of India.

O plano de imunização argentino inclui, mais a frente, vacinas da aliança britânica Oxford/AstraZeneca e de outros contratos, inclusive por meio do mecanismo de cooperação internacional Covax, totalizando 62 milhões de doses.

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