Argentina decreta feriado nacional após tentativa de assassinato de Cristina Kirchner

Manifestante protesta contra tentativa de assassinato de Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina. (Foto: Tomas Cuesta/Getty Images)
Manifestante protesta contra tentativa de assassinato de Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina. (Foto: Tomas Cuesta/Getty Images)
  • Decisão foi do presidente Alberto Fernández

  • Vice-presidente argentina sofreu tentativa de atentado nesta quinta-feira

  • Autor é brasileiro

Foi declarado feriado nacional na Argentina nesta sexta-feira (2) após o atentado contra a vice-presidente Cristina Kirchner, nesta quinta-feira (1). O decreto foi assinado pelo presidente Alberto Fernández.

"Decidi declarar feriado nacional para que, em paz e harmonia, o povo argentino possa expressar-se em defesa da vida, da democracia e solidarizar-se com nossa vice-presidente", disse o presidente argentino em pronunciamento em rede nacional.

O crime foi cometido pelo brasileiro Fernando André Sabag Montiel. Segundo informações preliminares do ministro da Segurança, Aníbal Fernández passadas ao jornal El Clarín, o brasileiro possui 35 anos e foi preso pela Polícia Federal.

Para Fernández, o ataque foi "o mais grave desde 1983, quando o país voltou a ser uma democracia".

O chefe do gabinete da Casa Rosada, a sede da Presidência do país, convocou uma reunião de ministros. "Hoje mais do que nunca temos a obrigação e a responsabilidade de defender a democracia, o diálogo, o consenso e a paz social", escreveu em suas redes sociais Juan Manzur.

Para o presidente, o ataque ocorreu por conta do “discurso de ódio que tem sido espalhado a partir de espaços políticos, judiciais e midiáticos".

"Estamos diante de um fato com uma gravidade institucional e humana extrema. Atentaram contra a nossa vice-presidente e a paz social foi alterada", disse Fernández. Para ele, "este atentado merece o mais enérgico repúdio de toda a sociedade argentina e de todos os setores políticos".

"Cristina está viva porque, por alguma razão ainda não confirmada tecnicamente, a arma que tinha cinco balas não disparou apesar de ter sido engatilhada", detalhou o presidente.

Tentativa de assassinato

Nesta quinta-feira (1º), o brasileiro Fernando André Sabag Montiel foi preso após apontar uma arma de fogo, identificada inicialmente como uma pistola, para o rosto de Cristina Kirchner, no momento em que a vice-presidente se aproximava de apoiadores em frente à sua casa, no bairro da Recoleta.

Fernando André Sabag Montiel possui antecedentes criminais envolvendo armas: foi acusado, em março de 2021, por contravenção pelo porte de arma não convencional, no bairro de La Paternal, onde possuiria residência.

Na ocasião, o brasileiro foi flagrado com uma faca e alegou às autoridades na época que era para uso e defesa pessoal.