Argentina estabelece novas restrições após recorde de casos de Covid-19

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Pessoas aguardam ônibus em estação de Buenos Aires

BUENOS AIRES (Reuters) - O governo argentino anunciou nesta quarta-feira que vai impor novas restrições para a circulação de pessoas e o funcionamento de atividades após registrar um novo recorde de infecções por Covid-19, em uma segunda onda da pandemia.

O presidente Alberto Fernández afirmou que a partir de sexta-feira até 30 de abril a circulação será proibida todos os dias entre 0h e 6h, os bares e restaurantes funcionarão até 23h e serão fechados cassinos, bingos e salões de baile e festas, entre outras medidas.

"A Argentina entrou na segunda onda", disse Fernández em um discurso transmitido pela televisão da residência presidencial. “Somente nos últimos 7 dias, os casos aumentaram 36% em todo o país e 53% na AMBA (Cidade de Buenos Aires e arredores)”.

O presidente disse que busca cuidar da saúde dos argentinos bem como da recuperação econômica e manter “a presença nas escolas o máximo possível”.

Fernández, de 62 anos, é um dos casos de coronavírus registrados nos últimos dias. De acordo com boletim médico divulgado nesta quarta-feira pela Presidência, ele está evoluindo favoravelmente, com um quadro clínico "leve".

Fernández tomou a vacina russa Sputnik V no início do ano.

“A vacina me permitiu passar pelo tratamento sem sintomas dolorosos e com a tranquilidade de saber que meu corpo havia gerado anticorpos suficientes”, explicou ele em sua mensagem.

O país registrou cerca de 2,45 milhões de casos de coronavírus e 56.832 mortes, e a segunda onda está crescendo, de acordo com dados oficiais. Na quarta-feira, a Argentina novamente relatou um recorde diário de 22.039 infecções, após uma alta anterior de 20.870 na terça-feira.

O país está realizando um lento processo de vacinação. Até terça-feira, o país tinha aplicado 4,5 milhões de vacinas, e apenas 699.598 pessoas receberam as duas doses.

(Reportagem de Eliana Raszewski)