Candidato derrotado nas eleições de Serra Leoa impugna resultados

Freetown, 12 abr (EFE).- O candidato derrotado nas eleições de Serra Leoa, Samura Kamara, impugnou os resultados ao considerar que a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) incorreu em ilegalidades na apuração, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

O candidato do governante Congresso de Todo o Povo (APC, na sigla em inglês) perdeu tanto no primeiro como na segundo turno das eleições para o opositor Julius Maada Bio, do Partido Popular da Serra Leoa (SLPP), que conseguiu 51,81% dos votos nesta última rodada para recuperar o poder que já exerceu brevemente em 1996 após um golpe de Estado.

Kamara, ex-ministro de Finanças e Assuntos Exteriores, apresentou o recurso ao Tribunal Supremo no final da quarta-feira, apoiado pelo vice-presidente do partido, Alhaji Minkailu Mansaray, e pelo secretário-geral, Osman Foday Yansaneh.

Os representantes do APC asseguram que o presidente da CEN, Mohammed Conteh, atuou ilegalmente ao incluir nos resultados finais votos de colégios eleitorais onde tinham sido emitidos mais votos que pessoas registradas.

Esta quarta-feira foi o último dia previsto pela lei para recorrer dos resultados e, embora no sábado passado Kamara tenha parabenizado Bio, finalmente decidiu continuar a luta eleitoral nos tribunais.

O recurso do APC não é o único apresentado, já que a ex-ministra de Seguridade Social Sylvia Blyden também levou ontem à máxima instância judicial do país o pedido para impugnar os resultados.

Enquanto isso, Bio, que assumiu o cargo poucas horas depois do anúncio dos resultados, no último dia 4, segue adiante com sua mensagem de união nacional e já divulgou uma lista provisória com alguns dos ministros que formarão seu Governo.

Em comunicado emitido ontem pela Presidência se anunciou que a cerimônia de posse do novo chefe de Estado vai acontecer no dia 12 de maio.

Uma grande tensão política marcou o segundo turno das eleições, realizadas no dia 31 de março, depois que Bio venceu Kamara por pouca margem no primeiro, realizado em 7 de março. EFE