Argentina reforça controle de entrada e suspende voos devido a nova cepa da covid-19

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Uma mulher de máscara caminha pelo aeroporto de Heathrow, 21 de dezembro de 2020

A Argentina vai exigir testes de PCR e quarentena de pelo menos sete dias para quem entrar em seu território entre 25 de dezembro e 8 de janeiro, na tentativa de conter a disseminação da covid-19, anunciou o governo nesta quarta-feira.

A medida encerra um teste piloto que permitiu a entrada livre de turistas de países vizinhos para o verão.

Durante esse período, só poderão entrar argentinos e residentes, bem como estrangeiros caso tenham a autorização prévia da Diretoria de Migração.

Além disso, a Argentina suspendeu os voos com destino e vindos da Itália, Dinamarca, Holanda e Austrália e mantém restrição semelhante com o Reino Unido, devido ao surgimento de uma nova cepa do coronavírus muito mais contagiosa.

A Argentina está entre os países mais atingidos pela doença. Com 44 milhões de habitantes, registra 42.234 mortes e mais de 1,5 milhão de casos de covid-19.

O governo espera iniciar uma campanha de vacinação nos próximos dias, quando chegar um primeiro lote do imunizante russo Sputnik V, que nesta quarta-feira foi autorizado pela Administração de medicamentos argentina com base na fase III de testes realizados na Rússia e sem a necessidade de ensaios clínicos adicionais.

A Argentina é o primeiro país da América Latina a endossar o Sputnik V. Também está negociando a compra da vacina do laboratório Pfizer e aguarda a da AztraZeneca. Além disso, integra o mecanismo Covax da Organização Mundial da Saúde.

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