Argentina registra em junho maior inflação em 30 anos

Os preços ao consumidor na Argentina subiram no ritmo mais rápido em mais de 30 anos em junho, chegando a uma taxa anualizada de 64%. Em relação a maio, a inflação alcançou 5,3%, ligeiramente abaixo das previsões dos economistas de 5,4%, segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec).

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Os grupos saúde, utilidades e bebidas alcoólicas foram os que mais subiram no mês passado.

A expectativas pioraram significativamente com a saída abrupta do ministro da Economia Martín Guzman, no último dia 2, por conta de divisões internas no governo. A situação desencadeou, da noite para o dia, aumentos de preços em lojas, fornecedores e supermercados.

Embora os dados de julho permaneçam voláteis, muitos economistas já preveem que os preços subam mais de 7% mensalmente, o que seria o nível mais alto desde 2002. Muitos analistas agora veem a inflação anual acelerando para 90% até o final deste ano.

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Juros em alta

Com a inflação em disparada no país, o Banco Central argentino manteve a taxa de juros do país - a Letra de Liquidez (Leliq) de 28 dias - em 52% ao ano, segundo uma pessoa diretamente ligada ao assunto.

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A decisão foi tomada depois que os rendimentos no último leilão de bônus do Tesouro subiram até 400 pontos base, para 63,5%, que não quis se identificar porque a informação ainda não é pública, disse a fonte.

Um porta-voz do banco não comentou a informação.

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A informação pegou os mercados de surpresa, já que a estimativa era de mais aumento da taxa, como ocorreu nos últimos meses cada vez que os dados oficiais mostraram um avanço da inflação.

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