Argentina tem greve de professores devido à repressão em Chubut

Sala de um hospital em Comodoro Rivadavia, capital da província argentina de petróleo Chubut em 11 de setembro de 2019

Os professores da Argentina realizam uma greve nacional de 24 horas nesta sexta-feira (8), convocada pelo sindicato docente majoritário Ctera.

O ato é uma crítica à repressão de uma marcha de educadores na província de Chubut (sul), que atravessa uma crise financeira.

A greve acompanha a paralisação de professores em Chubut, onde as aulas foram alteradas desde julho, devido ao atraso no pagamento de salários em meio a uma crise financeira e política na província da Patagônia.

A medida da força nacional, a segunda convocada nos últimos meses em apoio aos professores de Chubut, repudia o que aconteceu na quinta-feira (7) em Rawson, capital de Chubut, quando a polícia reprimiu um protesto de professores em frente à sede do governo e prendeu Santiago Goodman, um de seus principais líderes.

"A Ctera decidiu convocar uma greve nacional de professores diante da repressão brutal e exige que o governo da província libere urgentemente Santiago Goodman e interrompa imediatamente a repressão", afirmou o sindicato em comunicado.

Chubut, a província com maior produção de petróleo na Argentina, está passando por uma crise com atrasos no pagamento de salários a funcionários públicos, do Judiciário, médicos e professores, apesar do apoio do governo nacional.

A província é uma das mais endividadas da Argentina, país que se encontra sob um programa de ajuda do Fundo Monetário Internacional em meio a uma recessão econômica.