Argentina tem recorde diário de 35.000 casos e 745 mortes por covid

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Trabalhador de saúde manipula teste contra a covid-19 em um hospital na Argentina, em 13 de abril de 2021

A Argentina registrou 35.543 novos casos de covid-19 e 745 mortes nesta terça-feira (18), um recorde desde o início da pandemia em março de 2020, no momento em que o governo avalia fortalecer as restrições sanitárias para evitar o colapso do sistema de saúde.

No total, a Argentina soma 3.371.508 casos de covid-19 e 71.771 mortes, em uma população de 45 milhões de habitantes.

"Não baixemos os braços, sabemos que estamos em um momento difícil", declarou o presidente Alberto Fernández nesta terça-feira durante uma cerimônia pública ao mencionar os números diários de casos e mortes.

Fernández anunciou que o plano de vacinação em curso, pelo qual foram vacinadas 8,1 milhões de pessoas (17,9% da população), será acelerado.

“As vacinas estão chegando, vamos acelerar o processo de vacinação, mas também é necessário ter consciência”, disse Fernández, destacando que “não há outra forma de nos preservarmos a não ser estarmos longe uns dos outros, evitando o transporte, a circulação”.

As cepas de Manaus, Rio de Janeiro e Reino Unido circulam no país. Há duas semanas, variantes da Índia e da África do Sul foram detectadas em viajantes que chegavam a Buenos Aires.

Até segunda-feira, a Argentina ocupava a 11ª posição mundial em número total de casos e a 14ª em número de mortes, segundo contagem da AFP com base em dados oficiais. Se calculado em relação ao milhão de habitantes, o país fica em 34º lugar no mundo em termos de infecções e 25º em mortes.

A ocupação de leitos de terapia intensiva atinge 72,2% no país e sobe para 76,2% na cidade de Buenos Aires e sua periferia, onde as infecções se concentram mais.

Para evitar o colapso, o governo impôs restrições às atividades noturnas e aulas presenciais em áreas onde o contágio se espalha mais rapidamente.

Embora o presidente Fernández tenha ordenado a suspensão das aulas na cidade de Buenos Aires há um mês, a medida foi rejeitada pela prefeitura da oposição, que recorreu à justiça e obteve o apoio da Suprema Corte.

nn/mps/am

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