Argentina ultrapassa 2 milhões de casos de covid-19

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Paciente com covid-19 é transportado em uma maca para unidade de terapia intensiva do Hospital Central de Mendoza, Argentina, em 6 de novembro de 2020

A Argentina ultrapassou 2 milhões de infecções por coronavírus nesta quarta-feira (10), enquanto as mortes se aproximam de 50 mil, informou um relatório do Ministério da Saúde.

Nas últimas 24 horas, a Argentina registrou 7.739 novos casos, elevando o total de diagnósticos positivos para 2.001.017 desde março do ano passado.

Também foram relatadas 109 novas mortes, assim, o número total de mortes por covid-19 é de 49.674, em uma população de 44 milhões.

Dos casos notificados, 1.798.120 são pacientes recuperados e 153.240 estão com a doença. Nas unidades de terapia intensiva, cuja ocupação em todo o país chega a 54,5%, estão internadas 3.561 pessoas.

A província de Buenos Aires, com quase 40% da população da Argentina, lidera a lista de infecções com 835.204 casos registrados, seguida pela cidade de Buenos Aires com 219.667.

O país realiza a primeira etapa de sua campanha de vacinação voluntária desde 29 de dezembro, a fim de imunizar os profissionais da saúde mais expostos e os maiores de 70 anos.

Desde a semana passada, a campanha ampliou sua rede com postos em clubes de futebol e, em breve, serão agregados outros em centros culturais e associações de bairro.

Até o momento, o governo conta apenas com a vacina Sputnik V, do laboratório russo Gamaleya, da qual recebeu cerca de 820 mil doses em três remessas. A chegada de mais unidades da Rússia é esperada para o fim de semana.

O governo tem contratos para o fornecimento de vacinas contra a covid-19 com diferentes laboratórios, que somam cerca de 62 milhões de doses.

Segundo o ministro da Saúde, Ginés González García, o país terá doses suficientes para vacinar toda sua população com mais de 18 anos.

A Argentina tem acordos para receber 30 milhões de vacinas Sputnik V, 23,6 milhões da AstraZeneca e nove milhões pelo mecanismo Covax.

Também negocia um acordo com a China para o fornecimento de pelo menos um milhão de doses da Sinopharm.

Além disso, o governo argentino busca avançar com a Rússia na transferência da tecnologia necessária para a fabricação da Sputnik V.

Na terça-feira, o órgão de controle de medicamentos da Argentina aprovou em caráter "emergencial" o uso da vacina Covishield, do laboratório indiano Serum Institute, produzida por meio da transferência de tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

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