Argentino, papa se posiciona contra legalização do aborto: "Todos nascemos porque alguém desejou a vida para nós"

Anita Efraim
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VATICAN CITY, VATICAN - DECEMBER 24: Pope Francis celebrates the Christmas Eve Mass in St. Peter's Basilica on December 24, 2020 in Vatican City, Vatican. With Italy under a new lockdown for the holidays, Pope Francis celebrated the Christmas vigil Mass in a near empty Saint Peter’s Basilica at an earlier time than usual, in order to adhere to Italian curfew rules. (Photo by Vatican Pool/Getty Images)
Papa Francisco é argentino. País aprovou a legalização da interrupção voluntária da gravidez (Foto: Vatican Pool/Getty Images)

O papa Francisco falou nesta quarta-feira, 30, sobre a aprovação do aborto legal na Argentina, país de origem do pontífice. Sem ser direto em sua afirmação, o papa reforçou o valor da vida, argumento usado pelos que são contrário à legalização da interrupção voluntária da gravidez.

Na última audiência geral do ano, depois da decisão do Senado argentino, o chefe da Igreja Católica afirmou que “todos nascemos porque alguém desejou a vida para nós”.

“Para nós, cristãos, o dar da graça recebeu o nome do Sacramento mais importante que existe: a Eucaristia. A palavra grega, de fato, significa precisamente isso: ação da graça”, disse o papa Francisco.

“Os cristãos, como todos os crentes, bendizem a Deus pelo dom da vida. Viver é, antes de tudo, ter recebido a vida. Todos nascemos porque alguém desejou a vida para nós”, afirmou. “Essa é uma da enorme série de dúvidas que adquirimos vivendo. Dúvidas de reconhecimento.”

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Antes da votação no Senado da Argentina pela aprovação do aborto legal no país, o pontífice havia publicado das redes sociais um posicionamento similar, usando Jesus Cristo como exemplo de criança “descartada”.

“O Filho de Deus nasceu descartado para nos dizer que todo o descartado é filho de Deus. Veio ao mundo como vem ao mundo uma criança débil e frágil, para podermos acolher com ternura as nossas fraquezas”, escreveu

Há cerca de um mês, Francisco havia se pronunciado de forma contundente contra a interrupção voluntária da gravidez e comparou o aborto com “alugar um pistoleiro para resolver um problema”. O pontífice ainda afirmou que o tema não é um assunto primariamente religioso, mas “de ética humana, anterior a qualquer confissão religiosa”.