Ariana Grande, Justin Bieber, Shawn Medes: artistas com filmes on-line

Ronald Villardo
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Divulgação

Ainda que os popstars contemporâneos façam uso intenso das redes sociais para se comunicar com seus fãs, a linguagem do bom e velho documentário parece ser a saída mais acionada para entregar narrativas mais parrudas. Uma olhada rápida nas opções em cartaz nos serviços de streaming denuncia que tanto os veteranos, como o titânico Arnaldo Antunes, quanto os recém-chegados, como a supercool Billie Eilish, consagram o formato. Alguns artistas até atrelam os lançamentos de álbuns aos filmes, estendendo a experiência sonora ao conteúdo audiovisual.

Esta é a proposta, por exemplo, de “In wonder”, um dos documentários em cartaz desde dezembro na Netflix, mês em que também foi lançado o álbum homônimo do cantor Shawn Mendes. O filme dirigido por Grant Singer mostra os bastidores dos últimos cinco anos de carreira do popstar. Destaque para momentos espinhosos em que Shawn fala de depressão, mal aparentemente hoje mais comum entre jovens da idade do canadense apelidado como “o cara mais legal do pop”.

A neodiva Ariana Grande é outra boa (ótima!) notícia entre os docs recentes. Em “Excuse me, I love you”, que estreou na Netflix dias antes do Natal, a americana de 1m53cm de altura desfila as 25 canções da turnê “Sweetener”, que percorreu 101 cidades dos Estados Unidos e da Europa em 2019. As imagens de bastidores são a cereja do bolo que aproximam “Excuse me...” do gênero filme-concerto, aquele tipo de produção que brinca com a dualidade entre o artista-personagem-do-palco e o artista-gente-como-a-gente. Espere diversão, doses fartas de glamour e, claro, muita afinação da poderosa soprano.

Quem sentir saudade das tatuagens de Justin Bieber, que as escondeu com maquiagem no recém-lançado vídeo de “Anyone”, poderá conferi-las em “Next chapter— A special documentary event”, documentário de pouco mais de 30 minutos produzido pelo YouTube e em exibição no canal oficial do cantor na plataforma. Lançado em novembro, “Next...” é uma conversa de Justin com seus fãs por conta da turnê cancelada. Logo na segunda cena, acompanhamos um dos muitos testes para Covid-19 a que Bieber e sua equipe se submetem para manter a rotina de gravações.

E, como não adianta fugir do K-Pop, é preciso registrar que a girlband sul-coreana Blackpink também tem um documentário para chamar de seu. “Light up to the sky”, em cartaz desde o ano passado na Netflix, mostra os bastidores da apresentação das garotas supercoloridas no Coachella, em 2019. Sim, você leu direito: Coachella, o festival das grandes estrelas internacionais. Mais um motivo para dar uma olhada no filme sobre o quarteto que vendeu mais de um milhão de cópias físicas do disco “The album” em 2020, só nos Estados Unidos.

Se Blackpink ficou jovem demais para você, caro leitor, sejamos modernos e voltemos aos clássicos: está no Globoplay um dos documentários mais interessantes do nosso titânico popstar Arnaldo Antunes, que celebra as seis décadas de vida no elegante “Arnaldo, sessenta”. O documento tem como fio condutor a entrevista de Arnaldo a Pedro Bial e atravessa os multitalentos do artista que vai da música às artes visuais.

Ainda na categoria prata da casa, os streamings também oferecem docs como “Made in Honório”, de Anitta; e “AmarElo”, de Emicida (ambos na Netflix); além de documentários mais antigos, como “Miss Americana” (2020), de Taylor Swift; o histórico “Homecoming” (2019), de Beyoncé; e “Five foot two” (2017), de Lady Gaga. Todos na Netflix.

Mas a expectativa do momento é o lançamento do doc “The world’s a little blurry”, sobre a superstar do momento, Billie Eilish. Com lançamento marcado para fevereiro, na Apple TV —que pagou US$ 26 milhões pela produção — , o filme promete relatar aos fãs da cantora a trajetória que a levou ao topo da indústria da música no ano passado. Resumindo, foram nove indicações ao Grammy, das quais venceu cinco e, de quebra, ainda teve moral de assinar a música-tema do novo James Bond, “No time to die”, que um dia há de estrear.