Ariane Mnouchkine apresenta "As comadres" com 20 atrizes brasileiras na França

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Na periferia do Rio de Janeiro, 20 mulheres entre 22 a 89 anos se reúnem em uma cozinha dos anos 1960, neste texto cult do premiado canadense Michel Tremblay. Germana, que ganhou um milhão de selos para compras na loteria, tem que colá-los em um catálogo para reformar sua casa, e para isso chama as "comadres", num musical que retrata a condição feminina contemporânea e que traz a assinatura de Ariane Mnouchkine, em sua primeira produção inteiramente concebida fora do Théâtre du Soleil.

Márcia Bechara, da RFI

Ela prometeu, e cumpriu. Quando o setor cultural brasileiro começou a se desesperar com os primeiro cortes e censuras ainda em 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, a célebre diretora francesa e fundadora do Théâtre du Soleil, Ariane Mnouchkine, declarou à RFI, numa entrevista direto do Japão, que pretendia "produzir artistas brasileiros e ajudá-los a se apresentarem na França".

"Então a Ariane me orientou a procurar palavras de várias regiões, a suprimir letras e sons dentros das palavras [em português], e a encontrar essa forma brasileira de dizer essa peça, sem que ela ficasse totalmente carioca, mesmo que a maioria do elenco seja do Rio de Janeiro. Mas que a gente pudesse encontrar também as personalidades desses personagens nessa linguagem", conta Carrera.


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