Ariane Souza vive fofoqueira em 'Segunda chamada' e solta a voz em peça de teatro

Pedro Madeira

Há seis anos, Ariane Souza, atriz de 32 anos que interpreta Joelma na série “Segunda Chamada”, se mudou de Salvador, na Bahia, para o Rio. Com a intenção de investir na carreira artística, ela esperava continuar fazendo em solo carioca apenas o que praticava em sua terra natal: cantar e atuar nos palcos. Mas diferentes oportunidades foram surgindo, e, agora, ela vive também entre as câmeras. Na história da TV, Ariane dá vida a uma personagem que gosta de fofoca e vive envolvida em intrigas no colégio.

— Eu levei alguns elementos pessoais para montar a Joelma. O principal deles foi o humor. Em uma das reuniões com o elenco, que aconteceram antes de começarem as gravações, lembro que a diretora disse que gostaria de encaixar a personalidade dos atores com a dos personagens — lembra artista.

 

Ela conta que tem aprendido a gostar de audiovisual, o que começou a acontecer quando foi chamada para o núcleo de apoio de “Velho Chico’’.

— Foi intenso esse trabalho. Éramos 29 pessoas no núcleo de apoio. Muitas pessoas envolvidas numa novela com uma temática e cenas muito fortes — justifica Ariane, que foi escalada também para outra trama do horário nobre, “Segundo sol’’.

A empreitada na telinha, no entanto, não a afastou do teatro. Atualmente, a intérprete está no elenco da peça “Grandes Encontros da MPB”, que conta a história das amizades marcantes que renderam grandes parcerias na música brasileira. No espetáculo, Ariane faz uma homenagem ao criador do Baião, Luiz Gonzaga:

— Enquanto nordestina, dificilmente eu não teria contato com a música dele. Aprendi a tocar sanfona para fazer essa peça, foi muito rico.

 

Longe de casa, a cantora e atriz admite que a saudade da família é a maior dificuldade que enfrenta no Rio. Em Salvador, moram sua mãe e a avó. As duas, lembra ela, foram grandes incentivadoras das atividades artísticas de Ariane, que começou dançando balé, uma de suas paixões, aos três anos.

— Desde aí não parei. Minha mãe e minha avó, porém, achavam que essa minha vontade de fazer arte estava mais para um hobbie do que para uma carreira profissional — recorda Ariane.

Ela lembra ainda que o desejo da família era de que ela fizesse o curso de Direito, mas isso não pesou na hora da escolha no vestibular. Ariane optou, sem dúvida, por cursar Artes Cênicas na Universidade Federal da Bahia.

— Com o tempo, o pessoal de casa foi vendo que eu estava decidida sobre o meu futuro como artista. Aí eles desistiram de querer me ver como uma advogada.