Ex-presidente sul-coreano Lee será julgado por corrupção

Seul, 9 abr (EFE).- O ex-presidente sul-coreano Lee Myung-bak foi acusado nesta segunda-feira formalmente de vários crimes de corrupção pelos quais será julgado e se transformará no quarto ex-mandatário do país a enfrentar a Justiça.

A Procuradoria apresentou hoje um total de 16 acusações, entre elas suborno e abuso de poder, contra Lee, que foi presidente entre 2009 e 2013 e que está detido de maneira preventiva desde 22 de março.

A acusação contra Lee ocorre depois que na sexta-feira a também ex-presidente Park Geun-hye foi condenada a 24 anos de prisão pelo envolvimento na trama corrupta da "Rasputina", que previamente causou sua destituição.

Além de Park, os presidentes Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo, ambos militares, também enfrentaram penas de prisão nos anos 90.

A procuradoria acusa o político conservador, entre outros crimes, de ter recebido cerca de 11 bilhões de wons (US$ 10,2 milhões) em subornos procedentes de instituições que vão desde o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) à todo-poderosa empresa tecnológica Samsung.

Após a acusação formal, Lee poderia se julgado a partir do próximo mês e pode ser condenado a uma pena de entre 11 anos e prisão perpétua, segundo a agência "Yonhap".

Lee negou todas as acusações, entre as quais também há abuso de poder e desvio, e denunciou que a investigação é na realidade uma vingança política liderada pelo atual Governo do liberal Moon Jae-in. EFE