Do armazenamento à diluição das doses: sociedades médicas orientam sobre vacinação infantil contra a Covid

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RIO — A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) orientaram, em nota emitida nesta quinta-feira, que a Pfizer adote alguns cuidados na vacinação de crianças contra a Covid-19, recém-autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A principal orientação das entidades é que haja muito cuidado a fim de evitar trocas nas vacinas entre adultos e crianças:

“[Para o fabricante] não medir esforços para orientar de forma clara e sistemática questões relacionadas à conservação, diluição e aplicação deste imunobiológico, visto que utilizaremos, nas mais de 38.000 salas de vacinação do nosso país, vacinas com a mesma finalidade, porém em frascos de cores diferentes, para faixas etárias diferentes e com volume de aplicação distintos, minimizando assim, possíveis erros de administração de vacina.”

Além disso, SBP e SBI sugerem pesquisas adicionais sobre a vacinação para essa faixa etária: "realização de estudos que possam identificar a eficácia/efetividade na prevenção de infecção assintomática; possibilidade de coadministração com outras vacinas pediátricas; uso da vacina em esquemas alternativos, com intervalos de doses superiores aos utilizados no estudo; além de dados de resposta imune celular”.

Outra recomendação das entidades é que a farmacêutica mantenha vigilância de eventos adversos indesejáveis pós-comercialização.

As duas sociedades, de Pediatria e Infectologia, reafirmaram que os benefícios da vacinação na população de crianças de 5 a 11 anos, com a vacina da Pfizer, superam os eventuais riscos no contexto atual da pandemia.

Ressaltam ainda que não foram observados eventos adversos graves associados à vacinação nem em estudos, nem após as cinco milhões de doses aplicadas da vacina em crianças nos Estados Unidos e em outros países.

Por fim, há um alerta sobre o risco da Covid-19 em crianças:

“De acordo com os dados oficiais fornecidos pelo Ministério da Saúde em seus Boletins Epidemiológicos publicados, a carga da doença na população brasileira de crianças é relevante, incluindo até o momento milhares de hospitalizações e centenas de mortes pela COVID-19 no grupo etário em questão, além de outras já demonstradas consequências da infecção em crianças, como a COVID-19 longa e a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), todas elas de potencial gravidade neste grupo etário.”

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