Arquidiocese do Rio espera assinar contrato de financiamento com o Iphan para inventariar todos os seus bens móveis tombados

Selma Schmidt e Custódio Coimbra
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RIO — Cristo amarrado a uma coluna para ser flagelado, morto com gavetinha no peito para guardar hóstias, alado, ressuscitado... Joias da arte sacra, algumas delas inusitadas, expostas em igrejas da cidade, contam a história da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Elas estão entre os mais de cem imóveis e milhares de bens móveis tombados como patrimônio, que pertencem à Arquidiocese do Rio, e a irmandades, ordens e conventos católicos.

Todas as peças de valor histórico da Arquidiocese deverão ser inventariadas. Para iniciar o trabalho, a Igreja aguarda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) marque a data para a assinatura do contrato de financiamento.

— O projeto levará dois anos. Começaremos pelos vicariatos mais afastados, de Santa Cruz e Campo Grande — conta Daisy Ketzer, da Comissão do Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese. — Além do inventário dos bens, vamos realizar ações educativas, de preservação e de visitas.

Outra novidade foi anunciada nesta Quinta-Feira Santa, pelo arcebispo do Rio, o cardeal Dom Orani Tempesta, após a Missa do Crisma, na Catedral Metropolitana: o Quinquênio Jubilar Arquidiocesano. De 2021 a 2026, datas marcantes terão comemoração especial, como os 90 anos do Cristo Redentor, os 61 de criação do Banco da Providência, o centenário do Colégio São Paulo (Ipanema) e os 200 anos da Independência. Em 2026, serão lembrados os 350 anos da Diocese do Rio e o cinquentenário da nova Catedral, na Avenida Chile.

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