Arquipélago colombiano sofre danos após passagem do Eta

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Depressão tropical Eta
Depressão tropical Eta

O Eta atingiu o arquipélago colombiano de San Andrés, Providencia e Santa Catalina. O furacão, degradado a uma depressão tropical, castiga a América Central e levou à declaração da região em estado de calamidade pública, informaram as autoridades nesta quinta-feira(05).

Embora o ciclone não tenha atingido as ilhas diretamente, nem tenha deixado pessoas mortas ou feridas, "o golpe" causou danos significativos, disse à AFP a assessoria de imprensa da Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres.

O diretor da entidade, Eduardo González, que viajou à ilha por ordem do presidente Iván Duque, especificou em um vídeo no Twitter que há "53 famílias afetadas, 45 residências parcial e totalmente destruídas (...) e oito comerciantes locais" afetados.

Localizado no extremo-norte do território colombiano, o arquipélago tem uma população de cerca de 70.000 habitantes, que sobrevivem principalmente do turismo.

Como resultado do impacto indireto do Eta, as autoridades de San Andrés declararam uma "calamidade pública" para facilitar o auxílio do governo central e o desembolso de recursos para amenizar os danos.

Em vídeos postados nas redes sociais, moradores registraram ventos fortes e grandes ondas batendo na costa.

O ciclone Eta, rebaixado de tempestade a depressão tropical na quarta-feira, matou pelo menos 18 pessoas e feriu milhares desde que atingiu a América Central.

A mudança climática produz um aumento da temperatura nas camadas superficiais dos oceanos, o que gera furacões e tempestades mais potentes e com maior quantidade de água, constituindo uma ameaça mais perigosa para as comunidades costeiras, segundo estudos do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre as Mudanças climáticas (IPCC).

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos prevê que o Eta se fortaleça novamente para uma tormenta tropical nas águas do Caribe, de onde poderá se dirigir a Cuba.

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