Arrecadação bate recorde e chega a R$ 195 bilhões em abril

A arrecadação federal em abril foi de R$ 195,1 bilhões, maior patamar para o mês desde 1995, início da série histórica. O número ainda superou em 10,94% o valor registrado no ano passado, que era o melhor desempenho arrecadatório até então.

No acumulado do ano, a arrecadação alcançou R$ 743,2 bilhões, alta de 11,05% (já descontada a inflação) em relação aos primeiros quatro meses de 2021.

Segundo a Receita Federal, o principal fator dessa alta foi o aumento nos recolhimentos do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Em abril, a arrecadação de ambos somaram R$ 48,1 bilhões, um crescimento real de 21,5% na comparação com abril de 2021. Em relatório, a Receita apontou que houve crescimento na arrecadação do balanço trimestral das empresas, assim como no lucro presumido e pagamento atípicos de empresas ligadas ao setor de commodities de aproximadamente R$ 3 bilhões.

Além disso, a Receita informou que houve aumento na arrecadação da Receita Previdenciária por conta do aumento da massa salarial, causada pela criação de postos de trabalho, e por um bom desempenho do Simples Nacional.

Em adição, houve alta no recolhimento do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) por conta da alta nos fundos de renda fixa.

A arrecadação vem batendo recordes desde o ano passado e o governo sustenta que o aumento é estrutural e não só por conta da inflação, que infla os números.

Na quarta-feira, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia publicou um relatório mostrando que o resultado fiscal estrututal de 2021, que exclui despesas e receitas extraordinárias, foi o melhor desde 2008.

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