Arte integrada: Ballet de Niterói faz performance em exposição

·2 minuto de leitura

NITERÓI — Assistir ao mesmo tempo a uma apresentação de dança e a uma exposição que dialogam entre si é o que propõe uma ação integrada entre a Companhia de Ballet de Niterói e o Museu Janete Costa de Arte Popular. A apresentação, inédita na cidade, estreia nesta sábado em duas sessões, às 14h e às 15h, e pretende oferecer novas percepções para a mostra “Tudo que move é sagrado”. Haverá outras exibições de julho a dezembro, sempre nesses horários e no primeiro fim de semana de cada mês. Os bailarinos executam performances inspiradas nos temas da exposição: ar, vento e movimento.

A mostra, que conta com 60 obras de 30 artistas brasileiros e curadoria de Jorge Mendes, será palco para cinco bailarinos da companhia de balé, que se dividirão em cinco setores e que tiveram como ponto de partida para as performances a importância de inspirar, respirar, mover e viver.

De esculturas, teatro de mamulengos e cataventos, à dança dos ventos de Iansã, a instalação passeia pelas mais variadas técnicas e linguagens artísticas. Nas peças, recursos manuais, manivelas, motores e vento evidenciam a dinâmica do movimento. Como se as obras ganhassem vida com a ajuda dos corpos dos bailarinos, resume a diretora do Museu Janete Costa, Daniela Magalhães.

Ela ressalta que a ação integrada foi concebida no processo de criação da exposição e que faz toda diferença ir ao museu nos dias da apresentação da performance:

— O olhar sobre a exposição só se amplia. O público pode esperar um espetáculo leve, sensível e cheio de movimento. Serão poucos bailarinos, para que possamos respeitar todos os protocolos sanitários de distanciamento, e apenas 24 pessoas por hora dentro do museu.

O diretor da companhia, Fran Mello, conta que, sob sua direção, cada bailarino se tornou intérprete criador da intervenção a partir de suas percepções individuais das obras.

— Abordamos a dificuldade deste momento tão delicado que vivemos: a de nos mover e respirar. Nas obras, uma explosão de cores e delicadezas; nos corpos, discursos sobre um tempo de presença e ausência — diz.

Mello acredita que será um espetáculo totalmente diferente para cada espectador, já que a decisão de onde assistir à performance é dele:

— Cada ângulo oferece um “atravessamento” diferente das obras em relação ao movimento dos bailarinos. Um verdadeiro caleidoscópio de cores e movimentos.

SIGA O GLOBO-BAIRROS NO TWITTER (OGlobo_Bairros)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos