Arthur do Val critica ONGs e setores da Igreja Católica que ajudam moradores de rua: 'É destrutivo para SP'

João de Mari
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Em entrevista ao El País, na segunda-feira (31), Do Val afirmou que “o centro histórico não pode ser um ambiente onde você dá a comida e o morador de rua” (Foto: Agência Brasil)
Em entrevista ao El País, na segunda-feira (31), Do Val afirmou que “o centro histórico não pode ser um ambiente onde você dá a comida e o morador de rua” (Foto: Agência Brasil)

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o deputado estadual Arthur do Val (Patriota), fez duras críticas a ONGs e setores da Igreja Católica que prestam serviço de assistencialismo a pessoas em situação de rua no centro da cidade de São Paulo. Em entrevista ao El País, na segunda-feira (31), Do Val afirmou que “o centro histórico não pode ser um ambiente onde você dá a comida e o morador de rua”.

“O centro histórico não pode ser um ambiente onde você dá a comida e o morador de rua pegue seu cobertor, durma na rua, e sabe-se lá onde esse cara vai fazer suas necessidades e largar o lixo daquela marmita”, avaliou.

O deputado, conhecido como Mamãe Falei por conta de seu canal no YouTube com milhões de inscritos, e ativista integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) ainda atacou o trabalho do coordenador da Pastoral do Povo da Rua, o padre Júlio Lancelotti, dizendo que “é destrutivo para a cidade de São Paulo”.

“As pessoas acreditam que o padre conhece aquela realidade, mas não, ele aparece para dar marmita a serviço de ONGs, mas não soluciona o problema. Eu duvido que o padre tenha dado uma volta na cracolândia”, concluiu.

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Após a declaração, o padre se defendeu. “A pastoral realiza há décadas um trabalho de aproximação com a população de rua, não estamos lá apenas para distribuir comida. Agora na pandemia ajudamos o grosso dos moradores de rua da região a realizarem o cadastro para receber o benefício emergencial”, afirmou.

A solução, para Do Val, seria ofertar o equipamento social para a população de rua de “forma completa”, com um atendimento “descentralizado [fora da região central]”.

Além disso, o pré-candidato defendeu a iniciativa privada e programas sociais “liberais”, como ele mesmo disse. “Eu não acho que ter Estado zero resolva, existem programas [sociais] liberais, como renda básica. O Bolsa Família, do jeito que deveria ser feito, com porta de saída, é um programa liberal”.