Depois de Pacheco, Lira também busca Aras por punição de invasores do Congresso

Lira fez uma visita a um Batalhão da Polícia Militar na capital federal onde afirmou que parlamentares que mentiram ou divulgaram fake news sobre o vandalismo praticado nos Três Poderes serão “chamados à responsabilidade - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Lira fez uma visita a um Batalhão da Polícia Militar na capital federal onde afirmou que parlamentares que mentiram ou divulgaram fake news sobre o vandalismo praticado nos Três Poderes serão “chamados à responsabilidade - Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Arthur Lira segue Rodrigo Pacheco e entrega notícia-crime a Augusto Aras (PGR) contra golpistas que invadiram Três Poderes;

  • Presidente da Câmara levou documento ao PGR nesta segunda; Presidente do Senado entregou informações sobre golpistas a Aras na sexta-feira (13);

  • Parlamentares que lideras Casas legislativas cobram investigações contra envolvidos em atentados terroristas em sedes do Congresso Nacional, Superior Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) buscou a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira (16) para entregar pessoal ao procurador-geral Augusto Aras uma notícia-crime contra os vândalos que invadiram a sede do Congresso Nacional no dia 8 de janeiro.

O documento contém informações sobre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que participaram dos ataques terroristas. Na sexta-feira (13), Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, também se reuniu com Aras para entregar ao PGR uma relação com 38 suspeitos dos atos golpistas e pedido para abertura de investigação.

Punição a parlamentares

Ainda nesta segunda, Lira fez uma visita a um Batalhão da Polícia Militar na capital federal onde afirmou que parlamentares que mentiram ou divulgaram fake news sobre o vandalismo praticado nos Três Poderes serão “chamados à responsabilidade”.

Ele se referia ao deputado eleito Abilio Brunini (PL-MT), que publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece no Salão Verde da Câmara e diz não ter havido “praticamente nenhum estrago no local”.

É que, se você fica assistindo só na internet, parece que está tudo quebrado em Brasília. Mas não é verdade", diz Brunini, no vídeo.

Todavia, Lira disse não ver ligação entre os bolsonaristas eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG), Clarissa Tércio (PP-PE) e André Fernandes (PL-CE) com a invasão dos prédios.

André, Clarissa e a deputada eleita Silvia Waiãpi (PL-AP) são alvos de um pedido da PGR ao STF pela investigação deles por incitação a atos golpistas.