Arthur Lira ironiza reação do mercado à troca na Petrobras: “Bolha histérica"

Redação Notícias
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Arthur Lira
Presidente da Câmara, Arthur Lira (Foto: Reprodução/ Youtube)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), minimizou nesta terça-feira (23) a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras e chamou de “bolha histérica” a reação do mercado financeiro à troca do presidente da estatal.

Declaração do presidente da Câmara foi dada após perda de valor de mercado da estatal com a indicação de Bolsonaro, na sexta-feira, do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras.

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"Criou um clima - sem nenhum tipo de adjetivação - que, para mim, é uma bolha histérica", afirmou Lira durante participação em uma live promovida pelo jornal “Valor Econômico”.

"Todos os grandes influenciadores do mercado estão aconselhando comprar [ações da] Petrobras. Então, será que o ex-presidente da Petrobras era o único que poderia ter a fórmula do cálculo ideal de como é que é feita a conta do combustível, do óleo e da gasolina? Não", completou.

Na avaliação de Lira, não há nenhum indicativo da ingerência do Palácio do Planalto na política de preços da empresa.

"Não há nenhuma previsão de ingerência. Não houve nenhuma conversa aqui em Brasília, que eu tenha tomado conhecimento, de ingerência nos preços, de congelamento, de voltarmos a épocas anteriores", disse.

Para Lira, a substituição do presidente da Petrobras é uma decisão administrativa e diz respeito a uma atribuição do presidente da República.

"São decisões administrativas, pertinentes ao presidente da República, que eu não sei se foi da maneira correta ou de maneira errada. Mas é da atribuição dele. E não vejo simplesmente o fato de trocar o presidente de uma empresa de livre nomeação do presidente da República que possa criar esse tipo de expectativa", afirmou.

Segundo o deputado, “a Câmara e o Senado Federal têm todas as ferramentas para manter o Brasil nos trilhos e nos acompanhamentos das situações econômicas que possam acontecer, com freios e contrapesos”.

Bolsonaro também voltou a negar interferência na empresa e disse que novo presidente general Silva e Luna vai melhorar a situação da estatal.