Arthur Lira pede ajuda da China na liberação de insumos para vacina: "Governo não é apenas Executivo"

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President of Brazil's Lower House Arthur Lira gestures as he arrives for the launch ceremony of the platform Participa + Brasil, at the Planalto Palace, in Brasilia, Brasil, on February 8, 2020. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

“Portanto, também em nome do governo brasileiro, como presidente da Câmara, gostaria de reafirmar os compromissos permanentes com o governo da República Popular da China, em favor dos interesses dos nossos povos", disse (Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), encontrou com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, nesta terça-feira (9), e pediu ao país asiático que ajude na liberação de insumos para a vacina contra a Covid-19, em meio à falta de coordenação e logística do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo documento distribuído a jornalistas, na conversa, o líder da Câmara foi claro sobre a intenção de ser um interlocutor da China para melhorar o enfrentamento ao coronavírus no Brasil.

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“O governo brasileiro não é apenas o Executivo, mas também o Legislativo e o Judiciário”, afirmou. “Portanto, também em nome do governo brasileiro, como presidente da Câmara, gostaria de reafirmar os compromissos permanentes com o governo da República Popular da China, em favor dos interesses dos nossos povos.”

Para Lira, os interesses “nunca foram nem poderão ser afetados pelas circunstâncias, pelas ideologias, pelos individualismos”. Ressaltando que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, o presidente da Câmera pediu ao governo chinês para ajudar o país a superar a pandemia,

“Faço esse apelo para que salvemos vidas de brasileiros, brasileiros que alimentam e salvam vidas de chineses com nossa produção agrícola”, disse. “Se nós não vacinarmos em massa a população brasileira, não sairemos dessa situação grave da pandemia. É importante que tenhamos acesso a todas as vacinas produzidas no mundo.”

A reunião é uma tentativa de Lira de promover uma resposta coordenada à crise sanitária. Isso porque o Brasil vive um contexto de colapso em hospitais de todas as regiões do Brasil. Para se ter ideia, em 1° de março, 19 das 27 unidades federativas estavam com lotação em nível crítico nas UTIs com leitos acima de 80%, segundo levantamento da Fiocruz.

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