Articulação de ACM Neto levou João Roma ao partido da Universal

Daniel Gullino
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BRASÍLIA — Foi na década passada que João Roma (Republicanos-BA) tornou-se braço direito do presidente do DEM, ACM Neto, ao virar chefe de gabinete em sua gestão como prefeito de Salvador, iniciada em 2013. Em 2016, Roma filiou-se ao Republicanos, braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, como parte das articulações para a campanha à reeleição de ACM Neto. Na legenda, Roma é visto como um parlamentar de atuação um pouco mais distante da Universal, ao contrário de algumas das principais lideranças do partido. Seu nome foi indicado pelo presidente do partido, Marcos Pereira.

Nascido no Recife, o novo ministro da Cidadania começou sua carreira política em Pernambuco, mas depois cresceu na Bahia. Atuou a maior parte do tempo nos bastidores até disputar sua primeira eleição em 2018, quando foi eleito deputado federal, aos 46 anos.

A política começou na família: João Roma inspirou-se em seu avô, de mesmo nome, que foi deputado federal durante três mandatos, pelo Arena, partido de sustentação da ditadura militar.

Por sua vez, João Roma Neto (nome que adotava no início da carreira) iniciou sua trajetória atuando no PFL, antigo nome do atual DEM. Nos anos 1990, começou como presidente do PFL Jovem em Pernambuco e depois chegou a comandar a juventude do partido a nível nacional.

Neste posto, relatou em 2006 um processo interno contra cinco deputados do partido acusados de participar da chamada “máfia dos sanguessugas”, que investigou fraudes em licitações na compra de ambulâncias. Na época, Roma defendeu a absolvição de quatro dos parlamentares, por falta de provas, e a expulsão de um deles. Formado em Direito, João Roma declarou um patrimônio de cerca de R$ 4,5 milhões nas eleições de 2018.