Artilheiros de Brasil e Argentina, Neymar e Messi fazem poucos gols em mata-mata

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.06.2021 - Atacante da seleção brasileira Neymar. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.06.2021 - Atacante da seleção brasileira Neymar. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - São as duas principais estrelas do futebol sul-americano e artilheiros de suas respectivas seleções nesta Copa América. Natural, portanto, que o desempenho de Neymar e Messi atraia a maioria dos olhares.

Contudo, apesar dos números globais estarem a favor da dupla e mesmo que suas funções não estejam limitadas a empurrar a bola para a rede, o histórico de ambos por Brasil e Argentina, respectivamente, não exibe estatísticas de gols expressivas em fases de mata-mata.

Aos 34 anos, o argentino marcou somente quatro vezes em jogos eliminatórios, e o brasileiro, de 29 anos, anotou apenas dois em sua carreira nos estágios finais dos torneios.

O Brasil disputa o seu confronto pelas quartas de final da Copa América nesta sexta-feira (2), contra o Chile, às 21h, no estádio Nilton Santos -SBT e ESPN Brasil transmitem. Já a Argentina entra em campo no sábado (3), diante do Equador, às 22h, no estádio Olímpico de Goiânia -com transmissão do SBT.

Autor de 68 gols pela seleção brasileira profissional, Neymar persegue o recorde de Pelé como maior artilheiro da equipe nacional. O Rei tem 77.

Mas de todos esses gols, lista que inclui os dois anotados nesta Copa América até aqui, o atacante só marcou duas vezes em partidas de mata-mata.

O primeiro foi na final da Copa das Confederações de 2013, contra a Espanha, na vitória do Brasil por 3 a 0 que deu à equipe o título do torneio, disputado no país a um ano do Mundial.

O segundo de Neymar em confrontos eliminatórios foi marcado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, diante do México. O triunfo brasileiro por 2 a 0 classificou a seleção de Tite para as quartas, fase em que se despediu após derrota para a Bélgica.

A marca tímida se explica também por fatores como lesões, uma suspensão e a não ida a um torneio (foi poupado), que fizeram com que ele perdesse algumas competições -ou parte delas- em sua trajetória com a camisa verde e amarela.

Na Copa América de 2015, por exemplo, Neymar foi expulso na segunda partida do Grupo C, contra a Colômbia, e pegou um gancho de quatro jogos, perdendo a sequência do torneio. O Brasil foi eliminado nas quartas, pelo Paraguai.

A edição seguinte do torneio sul-americano, em 2016, não contou com a presença do atacante, poupado da disputa. A seleção brasileira caiu ainda na fase de grupos depois de perder para o Peru, por 1 a 0, resultado que significou a demissão do então técnico Dunga.

Mais recentemente, Neymar se preparava para disputar a Copa América de 2019, sediada também no Brasil. Porém, uma ruptura ligamentar no tornozelo direito em amistoso diante do Qatar tirou o atleta da competição, que seria vencida pela seleção brasileira, no Maracanã.

Lesão nas costas em jogo contra a Colômbia, pelas quartas de final do Mundial de 2014, já o havia retirado de ação da sequência daquela Copa. Desfalque para a equipe, viu o Brasil ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha na semifinal e dar adeus ao sonho do hexacampeonato.

Ao todo, somando todas as edições de Copa América, Copa do Mundo e Copa das Confederações que disputou, Neymar jogou sete partidas de mata-mata pela seleção e marcou dois gols -média de 0,28 gol por jogo.

Com a camisa da seleção argentina, Lionel Messi é mais participativo que Neymar no Brasil, mas o número de gols em duelos de mata-mata também fica aquém do esperado para um jogador da sua qualidade e com sua capacidade goleadora.

Artilheiro da atual Copa América com três gols e maior goleador da história da Argentina, com 75, o camisa 10 da equipe alviceleste tem apenas quatro gols em jogos eliminatórios.

O primeiro veio na vitória por 4 a 0 sobre o Peru, nas quartas de final da Copa América de 2007. Na fase seguinte, os argentinos superaram o México pelo placar de 3 a 0, e Messi anotou mais um. O time então comandado por Alfio Basile perderia para o Brasil na final, por 3 a 0.

Os outros dois gols de Lionel Messi em partidas de mata-mata foram marcados na Copa América de 2016.

Nas quartas de final daquela edição, contra a Venezuela, ele balançou as redes no triunfo por 4 a 1. Contra os Estados Unidos, na semifinal, fez outro na vitória por 4 a 0, que levou a Argentina à final. Assim como em 2015, os argentinos foram novamente derrotados pelos chilenos na decisão.

Uma das críticas feitas a Messi em seu país é o desempenho em fases eliminatórias da Copa do Mundo. Com quatro Mundiais no currículo (2006, 2010, 2014 e 2018), o astro nunca fez um gol a partir das oitavas de final.

Ao todo, Lionel Messi disputou 20 partidas de mata-mata pela seleção, e marcou apenas quatro gols -média de 0,2 gol por jogo.

Além da cobrança por melhor rendimento em fases decisivas de competições, o camisa 10 convive com o peso da fila de títulos da Argentina. O país não conquista uma taça no futebol profissional desde a Copa América de 1993.

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