Artistas demonstram solidariedade a dissidente hospitalizado em Cuba

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Em imagem capturada da TV cubana, o artista dissidente Luis Manuel Otero Alcantara é levado por uma equipe médica ao Hospital Calixto Garcia, em Havana, em 2 de maio de 2021

Vários artistas cubanos exigiram nesta segunda-feira (24) a retirada de suas obras do Museu Nacional de Belas Artes, em solidariedade ao artista dissidente Luis Manuel Otero Alcántara, internado sem comunicação por três semanas em um hospital de Havana.

Em carta aberta dirigida ao diretor do museu e publicada no Facebook, os artistas Tomás Sánchez, Tania Bruguera e Sandra Ceballos se declaram "motivados por um sentimento genuíno de preocupação e solidariedade ao jovem artista cubano e colega Luis Manuel Otero Alcántara", 33 anos.

“Ele está internado desde 2 de maio no Hospital Universitário Calixto García, sequestrado e mantido incomunicável pela Segurança do Estado”, denunciam os artistas, que exigem que suas obras “sejam cobertas de forma a impedir sua 'comunicação' com o público".

Eles também exigem que “as obras que não estão expostas, mas que pertencem ao acervo” da instituição, sejam retiradas do site do museu, até que o artista seja libertado e possa receber a visita de familiares e amigos.

A embaixada dos Estados Unidos em Havana exigiu na sexta-feira passada em sua conta no Twitter que "Otero Alcántara e todos os cubanos sejam respeitados e tratados com dignidade", enquanto a Anistia Internacional (AI) o declarou um "prisioneiro de consciência".

O governo cubano acusa Otero Alcántara, líder do protesto Movimento San Isidro (MSI), de tentar manipular a situação política e ser financiado pelo centro de reflexão norte-americano Instituto Democrático Nacional.

Otero Alcántara foi hospitalizado no dia 2 de maio, oito dias depois de fazer uma greve de fome para exigir a devolução das obras tomadas por agentes de segurança e o fim do assédio policial especialmente contra a liberdade artística.

Em novembro de 2020, uma dezena de membros e apoiadores do MSI se reuniram por 10 dias na casa do artista dissidente para denunciar a prisão e detenção de um rapper, ganhando audiência internacional ao transmitir sua ação online.

A dispersão dos jovens por policiais foi o estopim para uma mobilização de 300 artistas em frente ao Ministério da Cultura, no dia 27 de novembro, algo inédito na ilha.

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