Artistas prestam solidariedade a Guta Stresser após diagnóstico de esclerose múltipla

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Artistas usam as redes sociais, nesta segunda-feira (20), para prestar solidariedade a Guta Stresser, que foi diagnosticada com esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. "Gutinha amada, força e fé", escreveu Natália Lage, em comentário no Instagram, no perfil da colega com quem contracenou em "A grande família" (2001-2014).

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Nomes como Fernanda de Freitas, Ingra Lyberato e Heloísa Périssé também deixaram mensagens para Guta, no post em que ela revela a doença. "Força, amada", escreveu Zezé Motta. "Querida, força e estamos aqui te dando todo o apoio que você precisar", publicou Alexandra Richter. "Amada, vai dar tudo certo. Estou aqui torcendo e com pensamentos positivos para você", escreveu Gorete Milagres.

O que é esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença crônica e progressiva que afeta o cérebro e a medula espinhal. Ela piora à medida que o sistema imunológico danifica uma substância chamada mielina, que protege as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal. Quando aparecem lesões ou cicatrizes, as células nervosas não conseguem se comunicar umas com as outras de forma eficaz.

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"Apesar de ser considerada rara, afeta muitas pessoas. E, ainda hoje, muitas vezes o diagnóstico é feito em um período tardio", esclarece a médica Nathane Braga, neurologista responsável pelo tratamento de Guta, acrescentando que "é possível viver muito bem com a esclerose múltipla".

O início da doença ocorre normalmente na juventude, por volta dos 30 anos. Estimativas da Federação Internacional de Esclerose Múltipla apontam que há cerca de 2,5 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença no mundo. O estudo mostra que os pacientes brasileiros têm, em média, 41 anos, sendo 74% mulheres e 26% homens.

'Diagnóstico não é sentença'

Os sintomas dessa doença complexa muitas vezes afetam a mobilidade, os sentidos, a visão e o equilíbrio. Apesar do seu mecanismo ser conhecido, a causa ainda é um mistério.

"Comecei a esquecer palavras bem básicas, como 'copo' e 'cadeira'. Se ficava duas horas parada assistindo a um filme na TV, logo sentia dores musculares. Tinha formigamentos frequentes nos pés e nas mãos, enxaquecas fortíssimas e variações de humor. O pior era um zumbido constante no ouvido. Parecia que havia ali um fio desencapado, provocando um curto-circuito na minha cabeça", contou Guta Stresser, em entrevista à revista "Veja", sobre o início dos sintomas.

A neurologista Nathane Braga frisa, em material didático preparado em conjunto com a organização Iniciativa FIS, que "no momento em que o paciente recebe o diagnóstico, ele vai levá-lo para o resto da vida, pois existe tratamento, mas não tem cura".

Até o momento, a ciência não conhece uma forma de prevenir a esclerose. "Os especialistas não sabem por que esse processo é desencadeado. O que está comprovado é que atinge os movimentos e a fala. Tive muito medo", contou Guta. "Pela minha cabeça se desenrolava um filme em que eu ficava completamente incapacitada. Mas, com a ajuda da neurologista, entendi que diagnóstico não é sentença e que, apesar da doença não ter cura, ela tem, sim, tratamento", acrescentou a atriz.

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