Artistas realizam campanha em prol de bailarina brasileira com doença rara

Artistas brasileiros e estrangeiros realizam uma campanha em prol da bailarina brasileira Marina Abib, de 34 anos, que se recupera dos efeitos provocados por uma inflamação rara no cérebro. No início de 2022, ela foi diagnosticada com encefalite autoimune, doença que causa perda da força muscular em todo o corpo.

Copa do Catar: Entenda por que Morgan Freeman usou uma luva na mão esquerda durante cerimônia de abertura

Entenda: Maxwell Alexandre pede que sua obra seja retirada de mostra em Inhotim, e museu rebate

Após um período internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Marina "desaprendeu a falar, a andar e a ficar de pé", como relata o amigo Diogo Granato. Neste momento, ela se submete a um tratamento para reabilitação, com utilização de medicamentos de alto custo e acompanhamento de uma equipe composta por nove pessoas, além de cuidadores 24 horas por dia. A soma das despesas gera gastos de cerca de R$ 60 mil mensais.

A campanha, realizada por meio de um site, pretende arrecadar fundos para o tratamento da bailarina, expoente na cena da dança brasileira. "Ela perdeu a força muscular no corpo inteiro. É uma mudança muito abrupta e de um sofrimento intenso, porque ela tem consciência de tudo o que está acontecendo com ela, mas o corpo não responde aos comandos básicos", conta a psicanalista Ana Carolina Rosa. "O que sabemos é que ela não teve nenhuma sequela cerebral de fato, então ela tem todas as chances para voltar a dançar", acrescenta.

Presença em festivais no Brasil e em países da Europa, Marina começou a estudar balé aos 3 anos, no Estúdio de Ballet Cisne Negro, em São Paulo. Na adolescência, ingressou num grupo de formação em danças brasileiras mantido pelo Instituto Brincante. O contato direto com manifestações populares — como cavalo marinho, caboclinho, frevo, dança afro e improvisação — acabaria marcando seu trabalho com a Cia Soma, fundada com a amiga Maria Eugenia Almeida.