ArtRio tem sua edição mais política em 11 anos

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As imagens das obras postadas pelo público nas redes sociais desde a última quarta-feira, data de abertura da 11ª edição da ArtRio, já davam spoiler. Mas quem esteve no evento pôde constatar como cultura e política estão conectadas atualmente no país.

Os 14.800 visitantes que passaram pela Marina da Glória durante uma das maiores feiras de arte da América Latina deram de cara com trabalhos artísticos repletos de mensagens contundentes. “Luz negra”, da artista plástica Monica Ventura, era um deles. Com a frase “uma mulher negra feliz é um ato revolucionário” estampada em neon, a instalação foi muito compartilhada nas redes — Taís Araújo, por exemplo, postou.

No mesmo estilo luminoso de neon, a obra “Algumas escaparam”, de Regina Parra, também impactou o público. Assim como a bandeira verde e rosa com “vai passar” escrito em branco pelo artista Marcos Chaves, outra obra bastante reproduzida na internet.

As bandeiras, aliás, parecem ter chegado para ficar. “Nosso português é crioulo” dizia a criação de André Vargas, batizada de “A língua como estandarte”.

— Essa foi a edição mais política da ArtRio, e também a com a maior representatividade. Foi histórico — afirma Brenda Valansi, idealizadora e presidente da ArtRio.

Após versão menor e mais restrita no ano passado, quando foi um dos raros eventos presenciais do circuito internacional, a feira contou com 65 galerias (29 a mais que em 2020). Os protocolos sanitários e de permanência na área principal, com entrada mediante agendamento, foram acrescidos da necessidade de comprovante de vacinação.

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