'Aruanas': Segunda temporada traz novos personagens, nova ambientação e discute a poluição urbana

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"O diretor exigiu que fosse eu para interpretar esse papel. Eu fico muito feliz com isso", diz, orgulhoso, o veterano Lima Duarte por ter sido convidado para uma participação especial na segunda temporada da série original Globoplay "Aruanas". A produção está disponível a partir desta quinta-feira (25) na plataforma e marca o retorno de Lima após o longo período de isolamento social devido a pandemia.

— Eu espero estar à altura do convite. O meu personagem é fundamental para a série, cada movimento seu e reação é um protesto — conta o ator.

Na história, o personagem de Lima Duarte, Mauro, faz um protesto de grande repersussão na cidade fictícia de Arapós. O ato é o estopim para que as mulheres à frente da ONG Aruana deêm início a uma investigação. Nesta segunda parte da série, as ativistas Natalie (Débora Falabella), Luiza (Leandra Leal), Verônica (Taís Araújo) e Clara (Thainá Duarte) enfrentam a poluição urbana — na primeira temporada, o quarteto combateu crimes ambientais na Amazônia.

— Eu acho que não tem nada mais importante para falarmos neste momento. Talvez seja o tema mais urgente a ser discutido. Aruanas fala sobre o futuro do nosso planeta e da nossa sobrevivência — diz o diretor da atração André Felipe Binder.

Além de uma nova ambientação e problemas a serem investigados, a produção ganha novos personagens. Entre eles o prefeito da cidade de Arapós, Enzo (Lázaro Ramos), o novo investidor e presidente do conselho da ONG, Théo (Daniel de Oliveira) e Ivona (Elisa Volpatto), mais uma ativista, ex-namorada da vilã Olga (Camila Pitanga).

— Falar sobre o meio ambiente deveria estar na nossa pauta diária.O entretenimento tem esse poder de trazer mais uma luz para a questão. O Enzo é um homem político, mas que não estava na política partidária. Ele entra com o desejo de renovação e acaba escorregando no funcionamento da engrenagem política — explica Lázaro.

Daniel de Oliveira concorda que a temática de "Aruanas" é muito atual e necessária ser de ser debatida:

— Estamos ainda vivendo uma pandemia mundial. O descaso com a natureza é o ponto central quando falamos de um acontecimento dessa proporção. Precisamos urgentemente nos organizar planetariamente para desenvolvermos outras formas de existir como espécie.

Na trama, Théo, personagem de Daniel, é herdeiro de uma família dona de frigoríficos e resolve investir e atuar na ONG, levantando suspeitas do grupo. Para o ator, o caminho que o personagem escolhe para si representa uma libertação, mesmo que cause problemas familiares.

Outra personagem que promete movimentar a história é Ivona, interpretada por Elisa Volpatto. A ativista é o ponto fraco da vilã, Olga, e ajudará a ONG Aruana na investigação.

— Acho que quando gostamos muito de alguém, por mais que se pense diferente em muitos aspectos, sempre há a vontade de, pelo amor, pela empatia, pelo diálogo, fazer com que aquela pessoa possa refletir sobre as coisas. Há muita admiração entre ambas as partes — defende Elisa.

A produção contou com o desafio da pandemia no meio do caminho. As gravações começaram em março de 2020, mês em que foi decretado o isolamento social e o setor audiovisual precisou parar as atividades. Quase um ano depois, as gravações foram retomadas e o diretor André Felipe Binder destaca o desafio de filmar ainda no meio da pandemia.

— Esse projeto teve mais de 100 locações, cinco cidades em São Paulo. Equipe e elenco muito grandes. Eu tinha uma enorme preocupação de que tudo fosse realizado de uma maneira segura para todos. E nós conseguimos essa vitória de ter um produto maravilhoso com equipe e elenco em segurança.

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