As piores contratações da história do seu time

Comprado por R$ 40,5 milhões, Leandro Damião ainda hoje custa dinheiro ao Santos (Ricardo Saibun/Gazeta Press)

Qual o pior reforço que seu time já contratou em toda a história? Foi pensando nisso que o Blog fez um levantamento, que reúne muita gente que prometeu muito, custou extremamente caro, e fez pouco, ou quase nada em campo. A relação ficou tão grande que serão necessárias duas matérias. Neste primeiro conteúdo, os piores reforços de Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional e Grêmio. Confira.

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OS PIORES REFORÇOS DO FUTEBOL BRASILEIRO:

SANTOS: LEANDRO DAMIÃO (R$ 41,5 milhões)

No fim de 2013, o Santos fez o que era na época a maior contratação entre clubes brasileiros: desembolsou 12 milhões de euros ou R$ 41,5 milhões na cotação daquele período para comprar Leandro Damião do Internacional. O centroavante, então com 24 anos, chegou à Vila Belmiro com a ajuda da Doyen.

A passagem de Damião, em campo, foi péssima. Só 11 gols em 44 jogos. Já fora das quatro linhas, sobraram polêmicas, disputas jurídicas e dívidas. O Peixe chegou a ser condenado a pagar R$ 4,5 milhões a Damião por salários atrasados na Justiça do Trabalho. Já a dívida com a Doyen ainda está sendo paga.

CORINTHIANS: ALEXANDRE PATO (R$ 40,5 milhões)

Embalado pelo título do Mundial de Clubes, o Corinthians decidiu abrir os cofres e, no começo de 2013, torrou 15 milhões de euros ou R$ 40,5 milhões na época para tirar Pato do Milan - todo esse valor por apenas 60% dos direitos econômicos.

A aposta alta, porém, foi um fracasso. Em todos os sentidos. Pato disputou apenas 62 jogos e marcou 17 gols. O atacante, cujo salário era de R$ 800 mil por mês, ficou sem clima depois de perder um pênalti de cavadinha em partida decisiva da Copa do Brasil. Acabou trocado por Jadson, por empréstimo, No fim, foi vendido para o Villarreal por R$ 10,8 milhões. Muito pouco, já que o Timão desembolsou quase o mesmo valor para pagar metade dos salários enquanto ele esteve no São Paulo.

PALMEIRAS: WESLEY (R$ 21 milhões)

Apesar de Wesley ter deixado o Palestra Itália em fevereiro de 2015, o Palmeiras ainda não conseguiu pagar tudo o que deve. O volante, que teve terrível passagem, havia sido comprado junto ao Werder Bremen por R$ 21 milhões - o dinheiro veio de um empréstimo de Antenor Angeloni. Como o Verdão não devolveu a grana, Angeloni foi à Justiça. Hoje, ele cobra R$ 40 milhões.

Antes de recorrer a Angeloni, o clube tentou fazer uma vaquinha entre torcedores, mas só arrecadou R$ 700 mil. Em campo, Wesley rompeu o ligamento do joelho direito em sua quarta partida, ficando seis meses fora. O time ainda caiu para a Série B na sua volta. No total, ele disputou 103 partidas, marcou 12 gols e saiu com o filme torrado.

SÃO PAULO: RICARDINHO (R$ 6 milhões)

Grande sonho do então presidente são-paulino Marcelo Portugal Gouvêa, Ricardinho foi uma das contratações mais bombásticas do futebol na década passada. É que ele pertencia ao rival Corinthians e acabou comprado por R$ 6 milhões, valor da multa rescisória, em agosto de 2002. A bolada, altíssima para a época, ainda valeu 20% ao Timão de uma venda futura.

Pior: o Tricolor foi condenado ano passado a pagar R$ 18 milhões a dois torcedores que ajudaram com dinheiro na compra do meia. Apesar de ter assinado por quatro anos, Ricardinho pediu para deixar o São Paulo um ano e meio depois, furioso com uma entrevista de Juvenal Juvêncio dizendo “se ele não quer mais colocar a canelinha, melhor ir embora”. Apelidado pelos colegas de time de “Trezentinho”, por causa do salário de R$ 300 mil, Ricardinho fez só 47 jogos e quatro gols.

FLAMENGO: MARCELO CIRINO (R$ 20 milhões)

Como no caso de Leandro Damião no Santos, o Flamengo contou com a ajuda da Doyen Sports para tirar Marcelo Cirino do Athletico Paranaense, no fim de 2014, por R$ 16 milhões. Tal valor, porém, chegou a R$ 20 milhões com juros no ano passado, quando o Rubro-Negro passou a quitar a dívida com a empresa com sede em Malta. Tanto dinheiro por apenas 50% dos direitos econômicos.

Cirino ficou na Gávea de 2015 a 2017, mas nunca repetiu o bom futebol dos tempos de Atlético-PR. No total, fez 97 jogos e 23 gols. A partir daí, começou a ser emprestado, primeiro para o Internacional, depois para o Al Nassr. Hoje, já não tem qualquer vínculo com o Fla.

GRÊMIO: BOLAÑOS (R$ 20 milhões)

Eleito o terceiro melhor jogador da América, Bolaños chegou ao Grêmio com enorme expectativa e por R$ 20 milhões, em negócio fechado com o Emelec, no Carnaval de 2016. Seu único bom momento se deu no Gauchão de 2017. Bem pouco para um dos maiores investimentos já feitos na história tricolor.

No total, Bolaños disputou 46 partidas e anotou 15 gols pelo time gaúcho. Depois de uma série de lesões e inúmeros boatos sobre sua vida fora das quatro linhas o fizeram pedir para sair do Grêmio. O negócio só não foi pior porque o Tijuana topou bancar cerca R$ 11 milhões para comprá-lo.

INTERNACIONAL: FORLÁN (R$ 17 milhões)

Mais de três mil colorados esperavam Diego Forlán em julho de 2012, quando de sua apresentação. O uruguaio, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, chegou com status de uma das maiores contratações da história do clube, por cerca de R$ 17 milhões, após rescindir com a Inter de Milão.

Apesar de ter sido artilheiro do Campeonato Gaúcho, Forlán teve uma passagem pelo Beira-Rio marcada por pouco futebol, dívidas e processo. Sua saída se deu em janeiro de 2014, depois de 22 gols em 55 jogos. Houve um acordo para o pagamento de R$ 4,7 milhões, que não foi pago pelo presidente Giovanni Luigi. Sobrou para o atual presidente, Marcelo Medeiros, uma dívida de R$ 8 milhões, que está sendo paga em 18 parcelas de R$ 440 mil mensais.

ATLÉTICO-MG: ANDRÉ (R$ 20 milhões)

Maior contratação da história atleticana, André custou R$ 20 milhões ou 8 milhões de euros. Foram 2,2 milhões de euros em 2011, para pegá-lo por empréstimo do Dínamo de Kiev, e mais 5,8 milhões de euros no ano seguinte, para adquiri-lo em definitivo. O Galo havia se empolgado com a primeira temporada de 21 gols em 41 jogos.

Para piorar, o Atlético teve de arcar com os custos integralmente, já que um grupo de investidores que ajudaria no negócio desistiu. Em campo, tudo mudou com a chegada de Cuca, que o encostou. A partir daí, André passou a ser emprestado: para Santos, Vasco e Sport. O Galo ainda recuperou R$ 6,1 milhões da grana investida, mas o centroavante, que passou a ser conhecido como “André Balada” depois de ser pego dormindo em uma danceteria de BH. No total, foram 78 jogos e 27 gols com a camisa atleticana.

CRUZEIRO: JÚLIO BAPTISTA (R$ 14 milhões)

Ex-jogador de Real Madrid, Arsenal e seleção brasileira, Júlio Baptista chegou ao Cruzeiro em carro-forte, diante de enorme empolgação, em julho de 2013. Ele havia rescindido com o Málaga e se tornou o primeiro jogador no Brasil a ganhar perto de R$ 1 milhão por mês - eram R$ 500 mil mensais de luvas. Com um contrato de dois anos, chega-se ao valor de R$ 14 milhões para sua “aquisição”.

Tanto investimento e um retorno pífio: foram apenas 56 partidas e 16 gols, média inferior a um gol por mês. Cada jogo de Júlio Baptista pela Raposa custou cerca de R$ 300 mil ao Cruzeiro. O meia-atacante ainda se contundiu algumas vezes até deixar o clube sem deixar qualquer saudade.

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