Às vésperas da COP26, ONU usa dinossauro para alertar população: "Não escolham a extinção"

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Em animação, tiranossauro alerta que mundo está em perigo por causa das mudanças climáticas (Foto: Reprodução)
Em animação, tiranossauro alerta que mundo está em perigo por causa das mudanças climáticas (Foto: Reprodução)
  • ONU divulgou uma animação para alertar as pessoas sobre os perigos das mudanças climáticas

  • No vídeo, um dinossauro alerta sobre os perigos da extinção da espécie humana

  • Animação foi divulgada às vésperas da COP26, que acontece a partir do dia 31, em Glasgow

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um vídeo às vésperas da COP26 para conscientizar as pessoas sobre os perigos das mudanças climáticas. Na animação, um dinossauro faz um alerta: caso o comportamento da humanidade não mude, os humanos podem se colocar em extinção.

No vídeo, um tiranossauro entra na ONU e diz que sabe uma coisa ou suas sobre extinção. “E deixe-me dizer, acho que isso é meio óbvio: entrar em extinção é uma coisa ruim. E fazer com que vocês mesmos entrem em extinção, em 7 milhões de anos, essa é a coisa mais ridícula que eu já ouvi. Pelo menos nós tivemos um asteroide. Qual é a sua desculpa?”, questiona.

Assista:

Segundo o “palestrante”, o mundo vive um desastra climático e, ainda assim, muitos governos seguem investindo em combustíveis fósseis, que emitem gases de efeito estuda na atmosfera. “Todos os anos, governos gastam milhares de dólares em subsídio de combustíveis fósseis. Imaginem se nós gastássemos milhões por ano para subsidiar meteoros gigantes!”, ironiza.

“É isso que vocês estão fazendo agora. Pensem em tudo que vocês poderiam fazer com esse dinheiro. Ao redor do mundo, pessoas estão passando fome, vocês não acham que os ajudar faria mais sentido do que pagar pela destruição da espécie?”

“Vou ser claro: vocês têm uma grande oportunidade agora, enquanto reconstroem suas economias e retomam a vida na pandemia, essa é a grande chance da humanidade. Então, aqui vai minha ideia selvagem: não escolham a extinção. Salvem sua espécie antes que seja tarde demais. É hora de os humanos deixarem de dar desculpas e começarem a fazer mudanças.”

COP26 começa no domingo

No próximo dia 31, começa a Conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática, conhecida como COP26. O evento acontecerá em Glasgow, na Escócia, e acontece até 12 de novembro.

No total, 197 países vão participar da COP26 em Glasgow. Quase todas as nações vão tentar negociar uma atualização do Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, acordo climático feito em 1992.

Desde 1995, todos os anos houve conferências entre os signatários do documento, as COPs. O primeiro acordo para limitar a emissão de gases do efeito estuda foi o Protocolo de Kyoto, firmado no Japão, em 1997. Kyoto foi a COP3.

Na maior parte dos anos, a COP é dedicada a discutir detalhes mais simples da implementação do que já existe nos acordos. Mas, a cada seis anos, há uma conferência mais importante para tentar atualizar o que já havia sido firmado.

O último acordo aconteceu em 2015, em Paris. Os países concordaram em se reunirem depois de 5 anos para atualizar os compromissos e fortalecer o acordo. No entanto, com a pandemia de covid-19, a COP teve de ser adiada de 2020 para 2021.

Situação climática do Brasil

A nova edição do relatório Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG) revelou que o Brasil segue aumentando sua emissão de gás carbônico (CO2), mesmo tendo assumido há uma década o compromisso de diminuir essa emissão.

Os dados são do ano de 2020 e revelam que o valor de emissões é o maior desde 2006.

"A gente tem um padrão ao longo do tempo das emissões. Olhando de 1990 a 2020, a gente tem um período de crescimento das emissões, que vai de 1990 a 2003, 2004. Depois um período de queda expressiva das emissões, entre 2004 e 2010. E depois a gente volta ao aumento das emissões, que teve um salto importante entre 2019 e 2020. Isso fez com que chegássemos a um valor de emissões que é o maior desde 2006", disse Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

Mesmo com o isolamento pela pandemia de covid-19, o Brasil aumentou em 9,5% sua emissão de gases de efeito estufa em 2020, enquanto globalmente houve uma queda de 7%. Desde 2010, esse aumento no Brasil foi de 23,2%.

A principal justificativa para esse aumento é o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Além disso, entre os cinco setores da economia, a agropecuária, resíduos e mudança no uso de terra tiveram alta nas emissões, enquanto os processos industriais mantiveram níveis anteriores e o setor de energia teve uma queda nas emissões.

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