Ascensão e a queda de Boris Johnson

Os apoiantes elogiam o bom humor e dizem que é espirituoso e divertido. Mas os críticos acusam-no de mentira, elitismo e compadrio.

Boris Johnson chegou ao poder no dia 24 de julho de 2019, com a promessa de liderar o país no caminho da saída da União Europeia. Em dezembro, ganhou as eleições gerais. Os Conservadores venceram com uma grande maioria que não era vista desde 1987, quando Margaret Thatcher era líder. Seis semanas mais tarde concluiu o acordo com Bruxelas e em 31 de janeiro de 2020, o Reino Unido saiu da União Europeia e começou o período de transição de negociações comerciais. Em março começou a pandemia. Pouco depois, Boris Johnson ficou infetado mas continuou a trabalhar a partir de casa.

E depois grandes escândalos chegaram à imprensa. O primeiro, relacionado com o seu antigo conselheiro principal, Dominic Cummings. Antes de ser despedido, em maio de 2020, Cummings criticou o primeiro-ministro e denunciou doações secretas para pagar a remodelação do apartamento de Downing Street. Mais tarde, uma investigação e um relatório oficial concluíram que Johnson não violou a lei.

Outro escândalo ficou conhecido como "Partygate". No início de dezembro de 2021, apareceram revelações sobre várias festas ilegais em Downing Street, durante o confinamento. A situação foi vista como uma clara violação das restrições de distanciamento social, numa altura em que os britânicos, estavam impedidos de ver os familiares. Boris Johnson tornou-se o primeiro líder do governo britânico a ser sancionado depois de infringir a lei durante o mandato.

A forma como lidou com o escândalo Chris Pincher provou ser a "gota de água" para a oposição e para muitos britânicos. Pincher, um deputado conservador, foi promovido por Johnson apesar do primeiro-ministro alegadamente saber que tinha sido acusado de agressão sexual.

Johnson pediu desculpa pela nomeação de Pincher mas não conseguiu deter a revolta e mais de 50 Conservadores demitiram-se do governo.

No dia 7 de julho de 2022, Boris Johnson demitiu-se da liderança do partido Conservador e do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.