Jornalista mexicano é assassinado na frente da esposa no estado de Veracruz

Veracruz (México), 19 mar (EFE).- O jornalista mexicano Ricardo Monlui, do estado de Veracruz, foi assassinado neste domingo na frente de sua esposa no município de Yanga, após ser atacado a tiros ao sair de um restaurante, informaram fontes policiais.

Monlui era diretor do jornal "El Político" e editor da coluna Crisol do jornal "El Sol" de Córdoba, pertencente à Organização Editorial Mexicana, um dos maiores conglomerados de comunicação do país.

De acordo com testemunhas, o crime ocorreu quando o jornalista abordava um carro após sair na manhã deste domingo do restaurante em que acabava de tomar café da manhã e onde chegaram atiradores para atacá-lo. Os suspeitos conseguiram fugir.

O governador de Veracruz, Miguel Ángel Yunes, declarou à imprensa que o assassinato do jornalista causa "indignação e pesar" e acrescentou que a Procuradoria Geral do Estado já está investigando o crime.

"Que se analise se os fatos têm a ver com sua atividade jornalística ou se vinculam com outra razão ou motivação, que em nenhum caso justificaria um fato desta natureza. Atuaremos com toda firmeza e energia", prometeu.

Monlui, um reconhecido jornalista local, era também presidente da Associação de Jornalistas e Repórteres Gráficos de Córdoba e Região, e durante alguns anos foi chefe de imprensa da União Nacional de Produtores de Cana-de-Açúcar na região.

Veracruz é há anos um dos estados em que mais se registram agressões à imprensa. Pelo menos 17 jornalistas foram assassinados no estado durante a gestão do governador Javier Duarte (2010-2016), hoje foragido da Justiça.

Duarte, que deixou o estado imerso em uma grave crise financeira e de segurança, foi expulso do Partido Revolucionário Institucional (PRI) em outubro do ano passado, pouco depois da divulgação de acusações contra ele por delinquência organizada e operações com recursos de procedência ilícita.

Outros três repórteres se encontram desaparecidos em Veracruz e a morte de Monlui ocorre no novo governo de Yunes, do Partido Ação Nacional (PAN). EFE