Assad impõe rompimento com rebeldes para reabertura de embaixadas em Damasco

Foto cedida pela agência de notícias oficial da Síria (Sana) em 20 de agosto de 2017 mostra o presidente sírio, Bashar al-assad, durante discurso aos membros diplomáticos do país

Os países que quiserem reabrir suas embaixadas em Damasco ou cooperar com o governo sírio devem romper toda a relação com os rebeldes, afirmou neste domingo o presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Não haverá cooperação de segurança, abertura de embaixadas ou papel para alguns Estados que dizem querer encontrar uma saída [à guerra na Síria] enquanto não romperem suas relações de maneira explícita com o terrorismo", afirmou Assad em discurso diante dos membros do corpo diplomático sírio, retransmitido pela emissora estatal.

Damasco usa o termo "terroristas" para designar rebeldes e extremistas.

"Não estamos isolados como eles acreditam, é a sua arrogância que os leva a pensar desta maneira", acrescentou.

Estados Unidos e a maioria dos países europeus fecharam as suas embaixadas em Damasco depois da violenta repressão em 2011 das manifestações contra o governo, que se transformaram em uma guerra civil que deixou até agora mais de 330.000 mortos em seis anos.

"Fizemos fracassar os planos ocidentais [contra a Síria], mas isto não quer dizer que tenhamos vencido, a batalha continua", indicou Assad em referência à continuação dos combates em várias frentes na Síria.

Também atacou diretamente o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, um dos principais apoios regionais da rebelião síria e ex-aliado de Damasco antes da guerra.

"Não consideramos a parte turca como sócia ou garantidora, não confiamos nela", indicou Assad.

Embora Rússia e Irã estejam de um lado, e a Turquia de outro, os três países cooperaram para tentar resolver o problema sírio, especialmente durante as negociações em Astana.