Assassinato no Chile alimenta tensões com grupo indígena Mapuche

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Por Aislinn Laing

SANTIAGO (Reuters) - A polícia matou a tiros um homem Mapuche na província de Araucania, no Chile, na sexta-feira, alimentando tensões com o grupo e potencialmente prejudicando as tentativas de melhorar as relações entre o Estado e a população indígena do país.

Os tiros, relatados pela imprensa local como um conflito entre a polícia e supostos invasores de uma empresa florestal, deve inflamar as tensões na região. O povo indígena há décadas reivindica que o seu território foi ilegalmente requisitado por empresas agrícolas e florestais agindo com a cumplicidade do Estado.

Inicialmente, o assassinato foi publicado como sendo do filho de um importante líder local dos Mapuches, Héctor Llaitul, mas posteriormente a imprensa local afirmou que o corpo havia sido erroneamente identificado.

A polícia chilena se recusou a comentar, e o promotor público não respondeu ao pedido da Reuters por mais comentários.

O Instituto dos Direitos Humanos do Chile afirmou que o tiroteio "exacerbaria ainda mais a complexa situação na região", pedindo uma investigação "rápida, profunda e transparente".

O incidente aconteceu por volta das 17h30, horário local (18h30 em Brasília) na fazenda Santa Ana-Tres Palos, em Carahue, 55 quilômetros ao oeste da capital da região, Temuco, disseram os veículos de imprensa.

A polícia disse que um grupo de indivíduos encapuzados chegaram à fazenda e atiraram em um funcionário, o que causou a operação policial, segundo a estação local de notícias Mega.

Semana passada, 155 cidadãos chilenos escrevendo a nova Constituição do país elegeram uma acadêmica Mapuche, Elisa Loncón, para presidir a assembleia constituinte, uma reviravolta importante porque o povo indígena não é reconhecido na Constituição atual, adotada durante a ditadura de Augusto Pinochet.

(Reportagem de Aislinn Laing e Fabian Cambero)

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