Assassinato de profissional de saúde revive protestos contra violência policial nos EUA

Esta foto sem data, cortesia da família de Breonna Taylor, mostra Breonna em cerimônia de formatura em Louisville, Kentucky. Breonna Taylor, uma técnica em emergências médicas (EMT), e seu namorado estavam dormindo quando a polícia invadiu seu apartamento atirou nela oito vezes em 13 de março, disse seu advogado Ben Crump em 13 de maio de 2020.

O assassinato de uma profissional de saúde de 26 anos por um policial no Kentucky provocou uma nova onda de indignação nos Estados Unidos.

Desde 2012, são frequentes as manifestações com o lema "Black Lives Matter" contra a brutalidade de policiais acusados de atirarem em afro-americanos desarmados.

Breonna Taylor, técnica em emergências médicas (EMT), e seu namorado estavam dormindo em 13 de março, quando a polícia invadiu sua casa e disparou oito tiros contra ela, disse seu advogado Ben Crump.

Seguindo um endereço equivocado, os agentes invadiram o apartamento de Taylor em Louisville, sem aviso prévio, em busca de um suspeito que já estava sob custódia, disse Crump.

O namorado de Taylor ainda está preso, enquanto nenhum policial foi acusado por sua morte.

O departamento de polícia "não deu nenhuma resposta sobre os fatos e circunstâncias de como a tragédia ocorreu, nem assumiu a responsabilidade pelo assassinato", disse Crump em comunicado.

Um processo foi aberto no mês passado acusando os policiais de homicídio por negligência, força excessiva e negligência grave, segundo o The Washington Post.

"Minha prioridade é que a verdade seja revelada e que a justiça seja feita", disse o prefeito de Louisville, Greg Fischer.

"O caso Breonna Taylor está atualmente sob investigação ... O trabalho policial pode envolver situações extremamente difíceis. Além disso, os moradores têm direitos".

Casos de brutalidade policial contra minorias étnicas nos EUA, e particularmente negros, tornaram-se cada vez mais destacados nos últimos anos, provocando protestos nacionais.

Em um dos mais emblemáticos, um policial branco matou Michael Brown - um negro de 18 anos - no Missouri em 2014.

A morte de Trayvon Martin por um segurança de bairro em 2012 inspirou o movimento Black Lives Matter.

Nos últimos dias, embora não tenha sido um assassinato policial, os americanos ficaram indignados com a morte do jovem atleta negro Ahmaud Arbery por dois homens brancos na Geórgia.

Taylor "foi uma dos profissionais de saúde que nos ajudaram a superar essa pandemia. Mesmo ajudando a salvar vidas, a violência policial tomou a dela", publicou a conta do Black Lives Matter no Twitter.

A congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez pediu ação, dizendo que Taylor "foi morta há dois meses e nada aconteceu desde então".