Assassino confesso de filha de Glória Perez, Guilherme de Pádua defende Bolsonaro

Reprodução/Facebook

O ator Guilherme de Pádua, assassino confesso da atriz e bailarina Daniella Perez, filha da dramaturga Glória Perez, fez uma postagem em rede social defendendo a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.

“Estou impressionado. Vi pessoas formadas, até com mestrado, pessoas que poderiam ter doutorado, acreditando que o Bolsonaro vai perseguir os negros e os gays como Hitler perseguiu os judeus. É impressionante como os radicais conseguem colocar loucuras na cabeça das pessoas”, diz o ator em vídeo divulgado no Facebook este fim de semana.

Ele continuou o discurso afirmando que o pleito não será decidido por extremos, mas sim pela população “moderada”.

“Mas, olha, é importante lembrar que quem está decidindo as eleições não são os radicais nem de direita nem de esquerda. E sim os moderados, aqueles que querem um Brasil melhor, pacificado, seja quem ganhar, parece que a chance maior é do Bolsonaro. Ele vai ter que governar para os brasileiros. Daqui a quatro anos ou antes disso o povo ja escolhe outro”, afirmou.

Na legenda que antecede a postagem, Pádua menciona casos de corrupção envolvendo partidos tradicionais como PT e PSDB. A página dele está repleta de críticas ao partido do presidenciável Fernando Haddad, adversário direto de Bolsonaro no segundo turno da disputa pelo Planalto.

“Não pensem os políticos serem os ‘donos’ do Brasil. O povo já não acredita mais em ‘estorinha (sic) da carochinha’, não. Quando o povo cai na real (como aconteceu com a corrupção do PT, PSDB, etc), o povo reage! E está reagindo cada vez mais rápido. Então, senhores políticos, mudem de atitude, antes que não sejam mais eleitos nem pra síndico de prédio”, escreveu.

Relembre o assassinato de Daniella Perez

Em 1992, Pádua e Perez contracenavam na novela “De Corpo e Alma”, da TV Globo, como um casal de namorados.

Após gravarem uma cena em que a personagem de Perez dava fim ao relacionamento com o personagem de Pádua, Daniella, com 22 anos, deixou os estúdios da emissora em seu carro, sendo seguida por Pádua em seu Santana.

Tratava-se de uma emboscada. O ator, então com 23 anos, fez a jovem entrar em seu carro e com o auxílio da mulher, Paula Thomaz, de 19 anos, asfixiou e golpeou Daniella 18 vezes com uma faca. Pádua alegou que teria tido um caso com Perez e que o crime foi motivado por ciúmes de Paula. A mulher negou o motivo, em mais de uma ocasião.

Ambos confessaram o crime e foram condenados, depois de cinco anos, por homicídio qualificado. O casal deveria cumprir a pena de 19 anos de prisão, mas a pena foi reduzida e extinta dez anos antes do previsto.

Em 2006, em entrevista à Folha de S.Paulo, Guilherme disse que, mesmo livre há sete anos, se sentia preso por ser tratado como “exemplo de justiça superexposto”.

Quinze anos após deixar a cadeia, já aos 48 anos, Pádua se formou teologia, virou pastor de uma igreja evangélica em Belo Horizonte (MG) e casou-se novamente.