Assassinos do presidente haitiano eram mercenários 'profissionais', afirma embaixador nos EUA

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(Arquivo) O ex-presidente haitiano Jovenel Moise na cerimônia de juramento do primeiro-ministro Jack Guy Lafontant no Palácio Nacional, em Porto Príncipe, em 24 de fevereiro de 2017

Os responsáveis por assassinar o presidente do Haiti, Jovenel Moise, nesta quarta-feira (7) são mercenários "profissionais" que se passaram por agentes dos Estados Unidos e possivelmente já fugiram do país, disse o embaixador haitiano em Washington.

"Foi um ataque bem planejado e eles foram profissionais", afirmou o embaixador Bocchit Edmond a jornalistas. "Temos um vídeo e acreditamos que eram mercenários."

Os assassinos foram até a residência do presidente e se apresentaram como agentes do DEA, o departamento americano de combate às drogas, mas seu comportamento não condizia com o de membros da agência, acrescentou Edmond.

Segundo ele, a primeira-dama, Martine Moise, que foi ferida no ataque, será transferida para Miami para receber tratamento médico.

O embaixador explicou que está sendo realizada uma investigação sobre o paradeiro, as motivações e as origens dos assassinos, os quais, de acordo com ele, falavam em espanhol entre eles.

Ele disse ainda que eles podem ter deixado o país, provavelmente indo para a vizinha República Dominicana.

"Não sabemos se eles foram embora", afirmou. "Se não estiverem no país no momento, só há uma maneira de sair e é pela fronteira, porque não há aviões."

Ele indicou que as autoridades de aviação civil teriam detectado uma aeronave particular, mas que o movimento através da fronteira poderia ter passado despercebido.

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