Assembleia confirma afastamento de Rogério Caboclo da presidência da CBF

·3 minuto de leitura

A Assembleia Geral da CBF, formada pelos 27 presidentes das federações estaduais, aprovou o afastamento de Rogério Caboclo da presidência da entidade. Ele respondeu a uma acusação de assédio sexual contra uma funcionária no Conselho de Ética, que sugeriu o afastamento dele por 21 meses. Para que sanção fosse confirmado, era preciso a anuência da assembleia. Para se livrar da punição, Caboclo precisaria de sete votos. Entretanto, ele não conseguiu nenhum. Seu afastamento foi aprovado por unanimidade.

Mesmo que ele se saísse vitorioso, ainda assim, não poderá retornar ao cargo. Está em vigor uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro que o afastou do cargo por um ano, até setembro de 2022. Ele também está impedido de entrar na CBF.

Nesta quarta-feira pela manhã, Caboclo enviou uma carta aos presidentes de federações em que voltou a afirmar que é vítima de um golpe orquestrado por Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, de quem ele era pupilo e hoje é desafeto. Ele também disse que

E o que acontece agora?

Por ora, a CBF continua como está: sob o comando provisório de Ednaldo Carneiro. Como o afastamento de Rogério Caboclo não contempla todo o seu mandato — ele retorna um mês antes dele terminar — não há a necessidade do interino convocar novas eleições, como determina o Estatuto da CBF.

Entretanto, dentro da CBF, a expectativa é que Caboclo, será sim, afastado definitivamente em breve. Ele ainda responde a duas outras denúncias na Comissão de Ética da CBF. Também por ter assediado funcionárias sexual e moralmente. Ele nega as acusações.

Entenda o caso

Rogério Caboclo foi afastado da presidência da CBF no dia 6 de junho, após ter sido acusado de ter praticado assédio moral e sexual contra uma funcionária, que era sua secretária. Ela contou que o presidente afastado a constrangeu, com perguntas de cunho sexual, entre as quais se ela tinha o hábito de se masturbar.

Ele também teria tentado obrigá-la a comer um biscoito para cães, chamando-a de "cadela". Sob efeito de álcool, ele ainda teria constrangido a secretária na frente de diretores da entidade, criando histórias de relacionamentos entre ela e outros funcionários da CBF.

Em julho, uma segunda mulher, ex-funcionária da CBF, afirmou em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro que também foi vítima de assédio moral e sexual praticado por Rogério Caboclo, enquanto ele era presidente da entidade. Uma terceira denúncia, esta feita em agosto, também por uma ex-funcionária, relata casos, além de assédio, de agressão.

No dia 24 de agosto, a Comissão de Ética da CBF sugeriu à Assembleia Geral, como punição a Caboclo, um afastamento de 15 meses, já descontados o tempo em eu ele esteve afastado do cargo enquanto respondia ao processo. Na ocasião, os conselheiros entenderam que Caboclo não praticou assédio sexual, mas sim, que cometeu “conduta inapropriada”. No entanto, pouco de um mês depois, eles mudaram o entendimento e passaram a considerar o assédio. E ampliaram a punição de 15 meses para 21 meses.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos