Assembleia da Petrobras começa com polêmica envolvendo boletim de voto à distância

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RIO - Começou a Assembleia Geral Extraordinária para escolher os novos integrantes dos Conselhos de Administração e Fiscal da estatal. A eleição ocorre em meio a incertezas quanto ao futuro da empresa.

Francisco da costa e Silva é o presidente da Assembleia. Participaram do encontro acionistas que somam 90,6% do capital social com direito a voto da estatal. A procuradora Maria Teresa Lima é a representante da União.

O encontro virtual começou com polêmica. Em sua manifestação, Marcelo Gasparino, membro do Conselho Fiscal da estatal, destacou divergência entre o boletim de voto à distância e o resultados no mapa consolidado de votação, com diferentes versões dos boletins na versão em português e inglês.

O presidente da mesa pediu um intervalo para analisar o caso. Por isso, Gasparino pediu a suspensão da assembleia. Na prática, a depender da decisão, os minoritários correm o risco de não terem nenhum representante.

- A minha questão é em decorrência do mapa consolidado do boletim de voto à distância. Há divergências que foram levantadas entre ao voto depositado e o resultado no mapa. Por isso, minha proposta é suspender a assembleia para revisar o computo de votos em face das informações recebidas por acionsitas - disse Gasparino.

A Petrobras disse que não há divergência e negou o pedido de suspensão.

Na pauta da assembleia, os acionistas vão destituir formalmente Roberto Castello Branco, eleger oito membros via sistema de voto conjunto e depois votar para escolher o presidente do Conselho da estatal.

Entre os oito indicados está o general l Joaquim Silva e Luna. Pelas regras, ele precisa ser aprovado para a vaga de conselheiro. Após essa etapa, o Conselho da estatal vai se reunir para nomear o general como presidente da petroleira.

Foram indicados oito nomes pela União: Cynthia Santana Silveira, Ana Silvia Corso Matte, Márcio Andrade Weber , Murilo Marroquim de Souza, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Eduardo Bacellar Leal Ferreira (como Presidente do Conselho), Ruy Flaks Schneider, Joaquim Silva e Luna (que foi indicado como presidente).

Entre os minoritários, eram quatro: o banqueiro Juca Abdalla, Marcelo Gasparino e Pedro Rodrigues. Leonardo Antonelli (que tenta a recondução) pediu para retirar sua candidatura.

Dos indicados, dois (Márcio Andrade Weber e Pedro Rodrigues) foram declarados inelegíveis, pelo Comitê de Pessoas.

A crise na Petrobras começou em fevereiro, quando o presidente Jair Bolsonaro demitiu Roberto Castello Branco do comando da estatal, após o executivo autorizar o aumento dos preços da gasolina e do diesel. A medida desagradou os caminhoneiros, categoria que integra base de apoiadores do presidente.

Para o lugar de Castello Branco, Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna, que já é alvo de um processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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