Assessor de Zelensky ataca Lula após entrevista à Time: 'Distorção da verdade'

Posicionamento do governo de Zelensky acontece um dia após a nova edição da revista “Time”, publicada na quarta-feira (4), trazer Lula em sua capa. (Foto: Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images)
Posicionamento do governo de Zelensky acontece um dia após a nova edição da revista “Time”, publicada na quarta-feira (4), trazer Lula em sua capa. (Foto: Metin Aktas/Anadolu Agency via Getty Images)

Mykhailo Podolyak, assessor do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou nesta quinta-feira (5) as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dadas à revista “Time” nesta semana.

No Twitter, Podolyak afirmou que Lula falou sobre a culpa da Ucrânia na guerra e associou a declaração à “tentativas de distorcer a verdade”.

“O ex-presidente brasileiro Lula da Silva fala sobre a culpa da Ucrânia ou do Ocidente na guerra. São tentativas russas de distorcer a verdade. É simples: a Rússia atacou traiçoeiramente a Ucrânia, a guerra é apenas no território da Ucrânia, a Rússia mata massivamente civis. Guerra clássica de destruição e ocupação”, publicou Podolyak.

O posicionamento do assessor ucraniano acontece um dia após a nova edição da revista “Time”, publicada na quarta-feira (4), trazer em sua capa o petista, definido com o título de “o presidente mais popular no Brasil”.

A matéria, assinada pela jornalista Ciara Nugent, diz que este é "o segundo ato de Lula" referindo-se a sua pré-candidatura a presidente nas eleições de 2022.

Durante a entrevista, Lula afirmou que o presidente da Ucrânia "quis a guerra" com a Rússia, que ocorre desde fevereiro em solo ucraniano e já deixou milhares de mortos.

“Ele [Zelensky] quis a guerra. Se não quisesse a guerra, ele teria negociado um pouco mais. É assim. Eu fiz uma crítica ao Putin quando estava na Cidade do México, dizendo que foi errado invadir. Mas eu acho que ninguém está procurando contribuir para ter paz. As pessoas estão estimulando o ódio contra o Putin. Isso não vai resolver. É preciso estimular um acordo. Mas há um estímulo [ao confronto]”, disse o ex-presidente.

Segundo a reportagem da revista, a declaração foi dada após perguntas sobre o que Lula faria para se relacionar com diferentes chefes de Estado a partir de 2023, se eleito — uma vez que o mundo estaria hoje muito fragmentado diplomaticamente.

Além disso, o ex-presidente foi questionando se conversaria com Putin mesmo após a invasão da Ucrânia. Lula respondeu que políticas "colhem o que plantam" e que, "se eu planto discórdia, vou colher desavenças".

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