Associação de cruzeiros decide manter suspensão de temporada devido à Covid-19

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*ARQUIVO* ILHABELA, SP, BRASIL, 21.12.2016 -  Navio de Cruzeiro Costa Fascinosa ancorado na baia de Ilhabela, no litoral norte do estado de São Paulo. Cidades do litoral paulista querem dar descontos nas tarifas para navios atracarem em seus portos na tentativa de atrair o movimento de cruzeiros, que teve queda significativa neste verão.  (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress)
*ARQUIVO* ILHABELA, SP, BRASIL, 21.12.2016 - Navio de Cruzeiro Costa Fascinosa ancorado na baia de Ilhabela, no litoral norte do estado de São Paulo. Cidades do litoral paulista querem dar descontos nas tarifas para navios atracarem em seus portos na tentativa de atrair o movimento de cruzeiros, que teve queda significativa neste verão. (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia) informou nesta quinta-feira (13) ter prolongado a suspensão voluntária das operações nos portos brasileiros até 4 de fevereiro.

A medida foi tomada após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter recomendado ontem (12) a suspensão definitiva da temporada de cruzeiros turísticos no país, em razão do "aumento exponencial” de casos de Covid-19 nessas embarcações, principalmente entre os tripulantes.

A Clia já havia suspendido temporariamente as operações, depois que a Anvisa recomendou a medida em 31 de dezembro após verificar que o navio MSC Splendida, atracado no Porto de Santos (SP) e o navio Costa Diadema, atracado em Salvador, interromperam as atividades devido a surtos de Covid-19 a bordo.

Segundo a Clia, a decisão de estender a suspensão temporária, no lugar de uma interrupção definitiva da temporada, "tem como objetivo a continuidade das discussões com as autoridades competentes a fim de alinhar as medidas necessárias para a retomada dos cruzeiros".

Em nota, a associação disse que o setor de cruzeiros adota protocolos mais rígidos do que a maioria das indústrias, sendo o único que monitora, coleta e relata continuamente os casos de Covid-19 aos órgãos competentes. De acordo com a Clia, para embarcar todos os tripulantes e passageiros devem estar vacinados e apresentar testes negativos para a doença.

"Dada essa supervisão e a taxa excepcionalmente alta de vacinação exigida a bordo, a incidência de doenças graves é dramaticamente menor do que em terra, e as hospitalizações têm sido extraordinariamente raras", disse a associação.

Segundo a Anvisa, contudo, somente até o dia 6 de janeiro foram reportados 1.177 casos positivos de Covid-19 entre tripulantes e passageiros, caracterizando um forte aumento de casos nos navios.

Durante toda a atual temporada de cruzeiros, que se iniciou em novembro, a estimativa era que 360 mil turistas desembarcassem nos portos brasileiros, movimentando R$ 1,7 bilhão. Somente em um dos principais terminais de passageiros do país, o Píer Mauá, no Rio de Janeiro, estima-se que 25 mil turistas deixarão de circular até 21 de janeiro, data em que terminaria a primeira suspensão temporária.

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