Associação de juristas evangélicos mira agenda conservadora no STF

Marlen Couto e Filipe Vidon
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RIO — Responsável pelo pedido para liberar o funcionamento de igrejas na pandemia, a Associação de Juristas Evangélicos (Anajure) atua em 17 processos, já julgados ou em andamento, no Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade participa das ações como amicus curiae, expressão em latim que significa “amigo da corte” para designar uma instituição que oferece argumentos para ajudar os tribunais em questões de grande impacto. Os casos envolvem principalmente temas relacionados a gênero e sexualidade. Na pandemia, porém, a associação deu uma guinada: passou a ser ela mesma autora de pedidos de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Foram três desde o início da crise sanitária, um deles avançou com a decisão do ministro Nunes Marques, derrubada na quinta-feira pelo plenário da Corte.

Fundada em 2012 e sediada em Brasília, a Anajure tem mais de 700 membros em seu quadro de associados, composto por integrantes dos mais diversos órgãos ligados ao Poder Judiciário no Brasil, além de professores e estudantes de Direito. Um de seus principais membros, à época da fundação, foi a hoje ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que chegou a ser homenageada pelos “mais de 20 anos de atuação em favor de causas cristãs e do direito à vida e da família” na cerimônia de fundação da associação na Câmara.